'O sistema todo já está sobrecarregado há alguns meses'
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O fechamento de setores do Hospital Universitário (HU) ainda não provocou reflexos nos pronto-socorros dos hospitais terciários da cidade, destino de pacientes graves que não podem ser recebidos na instituição estadual. A informação foi repassada na tarde de ontem pelas assessorias do Hospital Evangélico e da Santa Casa. No entanto, os representantes de instituições do setor ouvidos pela reportagem foram unânimes em afirmar que a situação da saúde pública de Londrina pode agravar-se no caso de demora no restabelecimento do atendimento.
O secretário municipal da Saúde, Aparecido José Andrade, afirmou que está acompanhando de perto a situação do HU e que está pedindo às intituições que, na medida do possível, os casos sejam resolvidos no local de origem. A assessoria de imprensa da Santa Casa informou que o movimento registrado na tarde de ontem foi normal, a exemplo do fim de semana. O Hospital Evangélico informou, também por meio da assessoria, que está trabalhando no limite dos leitos de emergência e internação, mas que não foi registrado aumento na procura.
Coordenador geral do Samu e coordenador médico do Siate, Carlos Caviglione explicou que os casos atendidos pelos serviços de urgência e emergência estão sendo redistribuídos pelos hospitais da cidade e da região. Ele explicou que uma grande porcentagem dos pacientes considerados menos graves são levados para os chamados hospitais secundários: Zona Norte e Zona Sul. ''Se necessário, o paciente é levado para um hospital terciário para o atendimento definitivo. Mas o sistema todo já está sobrecarregado há alguns meses'', avaliou.
De acordo com o diretor geral do Hospital da Zona Sul Wilson Batine, os 41 leitos de internação e dez de observação estavam ocupados ontem. Ainda assim, o movimento era considerado normal e o tempo de espera para atendimento girava em torno de duas horas. Ele declarou não ter ''a menor dúvida'' que o fechamento do HU vai refletir ''intensamente'' no atendimento. ''Mas não deixaremos de atender a população. A tendência é que a dificuldade aumente. Temos de torcer para que seja uma coisa passageira e rápida'', declarou.
A diretora clínica do Hospital da Zona Norte informou que os 46 leitos de internação e os oito de observação estavam ocupados, mas que a situação é corriqueira. A expectativa dela é que o reflexo ocorra nos próximos dias. ''Mas é normal trabalharmos no limite'', concluiu.


