Ao contrário do governo paraguaio, as autoridades brasileiras não se posicionaram sobre a situação dos brasiguaios. A FOLHA procurou o Itamaraty e o Consulado Brasileiro em Ciudad Del Este, mas ambos não se pronunciaram sobre o assunto.
Por conta da omissão, os agricultores brasiguaios solicitaram ajuda a deputados e senadores brasileiros e autoridades paraguaias. Até agora, o único apoio mais efetivo que tiveram foi do secretário municipal de Assuntos Internacional de Foz, Sérgio Lobato - que reforçou pedido de ''intervenção urgente'' à presidente Dilma Rousseff -, do intendente (prefeito) de Santa Rita, Concepcion Rodriguez, e do vereador brasiguaio, Lírio Gorris, que conversou com senadores paraguaios e com o vice-presidente do país sobre o problema.
Na última sexta-feira, o deputado Nelson Padovani (PSC-PR) pediu explicações ao ministério das relações exteriores, Antonio Patriota, que deverá se pronunciar nos próximos 30 dias. O parlamentar questiona que o acordo do novo Tratado de Itaipu (que elevou de R$ 120 milhões para R$ 360 milhões anuais os repasses do Brasil para o Paraguai) previa também a regularização fundiária em benefício dos agricultores brasileiros que residem no país vizinho. (L.A.)

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