Lúcia Aparecida Lopes há 30 anos trabalha com feira. Ela conta com a ajuda de sua filha, Leoni de Fátima, professora, que entre as aulas de colégio e outro, trabalha na banca da mãe. Além dos clientes domésticos, Lúcia tem um bom número de restaurantes da região central que são seus clientes.
A banca de Lúcia é uma das mais concorridas. Tudo o que vende é embalado e Leoni garante: ''Aqui não é como no mercado em que os produtos bons estão por cima, para enganar o consumidor. Restaurante não compra porcaria, dá pra entender porque compram na feira''.
Na hora de atender os clientes, Lúcia e Leoni são atenciosas. ''Uma das coisas que prezamos é o atendimento. O segredo é fazer com amor. Não importa se a pessoa compra um quilo ou 30 quilos. Nossos clientes são tratados igualmente com carinho. Acho que isso que as pessoas buscam na feira. Não somos um sistema impessoal. Aqui as pessoas são valorizadas'', conclui Leoni de Fátima.
A feira também é opção para quem tem a vida corrida. Fazer as compras de verduras e legumes antes do trabalho é uma oportunidade que conquista os consumidores. É o caso da médica endocrinologista Márcia Mareae Rota. Pela manhã, antes de ir para seu consultório, ela passa pela feira, faz suas compras e deixa na portaria do prédio onde mora, para que sua empregada doméstica prepare os alimentos.
A médica aponta a escolha pela feira por sua qualidade e também pela facilidade de horário. ''Se deixo para comprar nos mercados, à noite, já não encontro mais produtos de qualidade. Fica o resto do dia e legumes e frutas que muitos já apertaram, já manusearam. Então prefiro a feira. Aqui é mais rápido também. Não gosto de enfrentar a fila do caixa para pagar poucos quilos de frutas.'' (B.M.)

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