No mês passado, cientistas holandeses estudaram, por meio de tomografias, a madeira utilizada na fabricação de cinco violinos produzidos há cerca de 300 anos pelos luthiers Antonio Stradivari e Guarneri Del Gesso. Trata-se de instrumentos famosos e valiosos, principalmente pela qualidade do som produzido. Em 2006, um violino Stradivarius chegou a ser vendido por R$ 5,5 milhões.
Os cientistas concluíram que os instrumentos estudados têm densidade mais homogênea em comparação com aqueles que são produzidos atualmente, o que poderia alterar a iradiação do som, dando a tais violinos qualidade sonora jamais alcançada por qualquer outro luthier.
A importância da madeira é tamanha que Wendel conta com uma parceria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para ter o eucalipto ideal para os seus instrumentos. Com as árvores ainda em pé, pesquisadores da UFPR medem as frequências sonoras do tronco para escolher a perfeita para o corte.
''Um captador de ondas fica no pé da árvore e, usando um martelo, uma onda sonora é emitida dois metros acima. Calculamos o tempo de deslocamento do som para saber se a árvore é a ideal para ser cortada'', explica o luthier.
Depois de cortados, os eucaliptos, que devem ter pelo menos 30 cm de diametro, vão para estufas da Klabin para tirar a umidade, que passa de 80% para 8%. As madeiras que vêm da Alemanha secam naturalmente, por 12 anos.
''A minha meta, além dos projetos sociais, é desenvolver uma extensa pesquisa das propriedades acústicas de madeiras nacionais'', finaliza o luthier. (W.S.)

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