Aposentada há 16 anos, Leozita Baggio Vieira, de 67 anos, conta que o momento de deixar de lecionar foi esperado com muita expectativa. ''Sempre gostei muito do que fazia, porém chegou uma hora em que sentia que era necessário dar um novo passo. Estava ficando repressora demais e esse não era meu perfil'', diz ela, que dava aulas de música, português e educação artística.

Com formação em seis faculdades, lecionou em diversas escolas da cidade, chegando a ter mais de mil alunos. ''Toda aquela rotina estava muito cansativa e desgastante. A aposentadoria chegou num bom momento.'' Contudo, nesta época, Leozita já participava de conselhos como voluntária. ''Foi um processo tão natural, que nem senti que estava aposentada. A rotina continuou intensa'', observa.

Além de integrar vários grupos, a mãe de cinco filhos e avó de sete netos ainda arruma tempo para se dedicar às suas habilidades. Para isso, faz de tudo um pouco: pinta quadros, faz flores em tecido e papel, cartões personalizados, bolsas, vende perfumes, e por aí vai - criatividade e disposição não lhe faltam. ''Só não me dedico mais por falta de tempo. Mas o segredo é esse, manter a cabeça e o corpo ocupados. Às vezes eu ainda fico cansada, mas posso garantir que sou feliz assim'', comenta.

E para isso, Leozita recomenda: ''Aposentadoria não é fim da vida, mas o começo de uma nova etapa. Muitas vezes descobrimos que somos capazaes de coisas que nem imaginávamos. Por isso, não podemos apenas esperar o tempo passar e ficarmos em nosso mundo. Não podemos desistir de viver as coisas boas da vida. Se manter ocupado ajuda inclusive a não ficar doente, pois não sobra tempo para isso.'' (M.T.)

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