O risco de atravessar a rua
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terça-feira, 19 de maio de 2015
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina Ao atravessar a rua, todo cuidado é pouco. No Paraná, de acordo com levantamento estatístico do Corpo de Bombeiros, 15 atropelamentos são registrados por dia. Foram 5.557 ocorrências do tipo em 2014. Somente em Londrina, foram 358 registros, uma média de praticamente um por dia.
A maioria das vítimas é formada por homens. No ano passado, 3.328 (59,88% do total) foram atropelados no Estado. Um dado que chama a atenção é que apenas 155 das vítimas saíram ilesas. E outras cem recusaram atendimento.
Um dos casos mais recentes vitimou uma idosa de 77 anos. Irma Morteam Karolenske morreu no dia 8 de maio, um dia depois de ser atingida por um carro na esquina das ruas Souza Naves e Piauí, no centro de Londrina.
Para o diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Hemerson Pacheco, grande parte dos atropelamentos ocorre por causa de atitudes inadequadas do pedestre. Segundo ele, as pessoas não respeitam a sinalização nem os locais corretos de travessia.
A porta-voz da 2ª Companhia da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), soldado Jaqueline Soares, ressalta que muitos acidentes acontecem por "preguiça" dos pedestres. "As pessoas não utilizam as faixas de pedestres. A maioria das rodovias está bem sinalizada", afirmou. Na opinião dela, não faltam passarelas para pedestres nas rodovias paranaenses. "Todo mundo sabe o que fazer no trânsito. Se todos seguissem a lei, não haveria acidentes. A pessoa deve ter ciência de que, ao burlar as regras, ela coloca não só a própria vida em risco, mas a de outras pessoas também", enfatizou.
Segundo Noedy Bertazzi, chefe da Divisão de Programas Educativos do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), "o motorista que trafega pela via deve prever o que o pedestre irá fazer". "Não pode sair desatento", alertou. Ela ressalta que uma das atitudes que facilita essa observação é obedecer os limites de velocidade. E acrescentou que os pais sempre devem acompanhar as crianças durante as travessias. "Os pais devem pegar as crianças pelos pulsos e não pelas mãos. Isso evita que as crianças se soltem", ensinou. Crianças e adolescentes são vítimas de 25,31% dos atropelamentos de 2014 (1.447 casos).
Neste mês, a CMTU lançou a campanha "Maio Amarelo", que consiste na instalação de placas que sinalizam vias com risco alto e moderado de acidentes. As placas de risco moderado são amarelas e as de risco alto são vermelhas. Ambas trazem a mensagem: "Não vire estatística".
As placas já foram instaladas no cruzamento das avenidas Dez de Dezembro e Leste-Oeste e na Rio Branco com Brasília. Outras vias como a Duque de Caxias, Saul Elkind e Maringá também foram contempladas.


