O resto a gente faz. Aqui não tem preguiça
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de abril de 1997
Da Redação 
Morador no conjunto Novo Amparo (zona leste), o pedreiro Osvaldo José dos Santos, 54 anos, pai de 14 filhos, 9 deles menores de idade, trabalhava na cooperativa de materiais de limpeza desde o início do projeto, há dois anos. Além do salário mínimo, contava também com a cesta básica fornecida aos participantes.
Ele e sua mulher, Francisca Silva Santos, que ajudava na venda dos materiais de limpeza, lamentam a interrupção das atividades. Está fazendo falta porque a família é grande.
Além dos bicos, ele conta com o salário de Francisca, que ganha R$ 140,00 trabalhando como zeladora numa escola e de uma filha, que é professora municipal, com salário de R$ 150,00.
Esse trabalho na cooperativa é importante para todas as famílias aqui do bairro, comenta Osvaldo dos Santos. São 20 famílias que dependem disso.
Questionada sobre a necessidade de reforma da casa para que a cooperativa volte a funcionar, Francisca disse: É só arrumar o material de construção porque bater a massa e carregar a gente faz. Aqui não tem preguiça.


