Morador no conjunto Novo Amparo (zona leste), o pedreiro Osvaldo José dos Santos, 54 anos, pai de 14 filhos, 9 deles menores de idade, trabalhava na cooperativa de materiais de limpeza desde o início do projeto, há dois anos. Além do salário mínimo, contava também com a cesta básica fornecida aos participantes.
Ele e sua mulher, Francisca Silva Santos, que ajudava na venda dos materiais de limpeza, lamentam a interrupção das atividades. ‘‘Está fazendo falta porque a família é grande.’’
Além dos ‘‘bicos’’, ele conta com o salário de Francisca, que ganha R$ 140,00 trabalhando como zeladora numa escola e de uma filha, que é professora municipal, com salário de R$ 150,00.
‘‘Esse trabalho na cooperativa é importante para todas as famílias aqui do bairro’’, comenta Osvaldo dos Santos. ‘‘São 20 famílias que dependem disso.’’
Questionada sobre a necessidade de reforma da casa para que a cooperativa volte a funcionar, Francisca disse: ‘‘É só arrumar o material de construção porque bater a massa e carregar a gente faz. Aqui não tem preguiça’’.

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