'O rendimento quem dita é a pessoa'
Apesar do gosto pela música, limitações físicas ou mentais levam algumas pessoas a abrir mão de aprender a tocar um instrumento. Esse ''medo'', embora justificável, não pode ser determinante. ''Tem que se saber até onde vai essa dificuldade, mas nada impede o aprendizado'', explica a professora Denise Ferraz.
A música é capaz de transformar quem toca, tendo o aluno uma dificuldade física ou não, mas cabe ao instrutor exigir que o aluno atinja o objetivo proposto em aula. ''Isso não está ligado a ter dó, mas sim a cuidados especiais'', pondera Denise.
Ela reconhece ainda que o rendimento do aluno pode ser afetado, porém acredita que essa é uma questão que vai além das limitações porque cada pessoa, mesmo as ditas ''normais'', depende de tempo e estímulo diferentes para se desenvolver musicalmente. ''O rendimento quem dita é a pessoa, cada um tem um tempo entre absorver e executar a informação passada pelo professor.''
São vários os alunos atendidos por Denise, inclusive pessoas que tem algum grau de limitação, como uma aluna com dificuldades visuais semelhantes às dela. Segundo Denise, embora a aluna exija uma atenção especial e até outros métodos de ensino, como aulas gravadas, isso não desabilita o aprendizado nem interfere no seu desempenho. (V.F.)





