Dorico da SilvaSegundo a professora e pedagoga Silza Maria Pazello Valente, a disciplina nos estudos e o aspecto emocional são fatores importantes para explicar o desempenho dos vestibulandosVários fatores contribuem para que algumas pessoas tenham desempenho já no primeiro vestibular, enquanto outros acabam prestando várias vezes o concurso até conseguir a aprovação. A afirmação é da professora Silza Maria Pazello Valente, do Departamento de Educação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e diretora acadêmica do Colégio Delta. Segundo ela, as variáveis vão desde componentes genéticos que ajudam na facilidade da aprendizagem até a disciplina para os estudos.
‘‘A gente percebe que os alunos que passam no primeiro vestibular têm um ritmo de estudo que vem do 1º colegial. Desde o início eles se preocupam com o vestibular e criam um alicerce que será aprimorado no 3º colegial’’, explica Silza Valente, mestre em Educação, coordenadora do curso de Especialização em Avaliação Educacional e professora do curso de Pós-Graduação em Metodologia da Ação Docente da UEL.
Silza Velente lembra que houve um momento da história em que o desenvolvimento da pesquisa na área da psicologia estava voltado para a quantificação da inteligência - a época em que os testes de QI eram usados para indicar se uma pessoa era ou não inteligente.
Hoje em dia, a professora lembra que a pesquisa está mais avançada e mostra que o desempenho escolar e o sucesso na profissão dependem do ‘‘emocional atrelado ao intelectual’’.
Na opinião de Silza Valente, o mérito da aprovação no vestibular não é só do aluno ou da escola, mas também dos pais. ‘‘A valorização que a família dá ao estudo faz diferença’’, ressalta.
Silza Valente acredita que o melhor desempenho dos alunos de escolas particulares, no vestibular de cursos mais concorridos, acontece porque estes colégios voltam a sua tecnologia de ensino, no colegial, para o vestibular. Ela lembra que antigamente as escolas públicas costumavam até superar as particulares. Mas, segundo a professora, houve uma política educacional do Governo para aumentar o número de escolas públicas, sem investir no professor.
Para a pedagoga, ainda é cedo para avaliar o impacto que a mudança no vestibular de inverno da UEL cause nos alunos do 3º colegial. Mas uma alteração ela já percebeu entre os alunos do colégio onde trabalha: ‘‘A situação de stress, que antes era percebida no final do ano, foi antecipada’’.

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