O que fazer com os importados
Uma grande parte dos produtos eletroeletrônicos consumidos no Brasil são originários de outros países, como a China, e a definição de como funcionaria a logística reversa contribui para emperrar ainda mais as discussões e atrasar o acordo setorial, segundo o presidente da Abetre, Carlos Fernandes. "O importador teria que comprovar o volume com o qual ele teria que arcar. E teria que comprovar que está processando o que importou em peso. Essa conexão tem que ser feita, mas como vamos garantir a adesão dos importadores?."
Fernandes lembra que graças a uma parcela consciente da população, o volume de lixo eletrônico descartado indevidamente no Brasil não é maior. "Muitas pessoas, por não saberem onde e como descartar esse tipo de lixo, acabam acumulando em casa." O Ministério do Meio Ambiente estima que mais de 500 milhões de equipamentos eletroeletrônicos sem uso estejam guardados nas casas dos brasileiros.
Por meio de nota, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) informou que criou, em abril, a Green Eletron, gestora para logística reversa de produtos eletroeletrônicos que já está recebendo as primeiras associadas. Segundo a Abinee, o atendimento das exigências do acordo setorial poderia ser feito individualmente ou de forma coletiva, sendo que esta última opção mostrou-se mais adequada considerando-se riscos, oportunidades e custos. A Abinee informou que o acordo deve ser assinado ainda neste ano.
Também por meio de nota, a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros)informou que vem trabalhando para o estabelecimento do acordo setorial, mas que não há definição de prazos. (S.S.)





