Ao lado das portas de um grande banco, no Calçadão de Londrina, soa um pedido insistente de dinheiro para comprar um pão. Quem pede é Carlos Roberto Ferreira, 38 anos. Desempregado desde que foi demitido da extinta Frente de Trabalho da Prefeitura de Londrina, há seis anos, ele diz que não viu outra alternativa a não ser ir para as ruas pedir esmolas. Já faz quatro anos que essa é a atividade diária de Carlos.
Segundo ele, que é casado e tem quatro filhos, o sustento da família é garantido pelos R$ 100 que a esposa ganha como recicladora e o que ele consegue nas ruas. ''Em dias bons consigo ganhar até R$ 15, mas agora preciso de mais dinheiro, pois vão começar as aulas das crianças e preciso comprar os materiais'', comentou.
O desempregado garante que o dinheiro é utilizado para comprar comida e pagar as contas da casa. ''Muita gente me chama de vagabundo, de mentiroso. Mas eu garanto que sou honesto. O que eu quero mesmo é um emprego para poder pagar minhas contas'', disse ele, exibindo uma conta de água prestes a vencer.
Com o ano começando, Carlos se diz cheio de esperança de conseguir um emprego. ''Pode me colocar no jornal, não tem problema. Não estou mentindo. Tenho esperança de alguém leia e me dê uma oportunidade.''
Serviço: O telefone da sogra de Carlos Roberto, Dona Fiolomena, é 3326-6276. Ele aceita qualquer trabalho na área de serviços gerais. (W.S.)

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