Católica - Para o padre Domenico Costella, da paróquia Bom Pastor, no Bairro Vista Alegre, a pós-modernidade atenta para uma grande preocupação em relação à subjetividade, quando o objetivo é a satisfação dos desejos e solução de problemas pessoais. Assim, fica de lado o envolvimento com as necessidades da comunidade e da sociedade. De acordo com ele, a maior dificuldade a Igreja Católica é estimular o envolvimento da comunidade nas questões sociais. Para isso, realiza em sua paróquia diversas ações com a participação dos fieis, que atendem à comunidade de baixa renda da região. A proposta não é apenas assistencialista, mas desenvolver as capacidades e a auto-estima da população. "A verdadeira perspectiva evangélica é a comunidade. O povo pensa que a religião é missa no domingo, mas não é fácil, não compromete ninguém", conta.
Espírita - "Todos têm que dar contribuições para a sociedade. É fundamental a modificação moral do ser humano", afirma Carlos Augusto de São José, da Federação Espírita do Paraná. A doutrina espírita tem como principal proposta a justiça e a promoção da renovação social para a construção de um mundo melhor, por meio de princípios como a crença em Deus, imortalidade da alma, reencarnação e leis morais. Em Curitiba existem 72 instituições espíritas, com participantes ativos nas reuniões e iniciativas de mobilização social.
Islâmica - Com aproximadamente 5 mil fieis em todo o Paraná, a comunidade muçulmana adepta ao Islamismo se reúne para preservar e difundir sua religião. Com fé em um Deus único, seus seguidores baseiam-se na lógica da razão e no livre-arbítrio. A base da religião é a instrução em todos os aspectos da vida, para as decisões nas áreas familiar, social e econômica. "A pessoa deve ter apenas um caminho, baseado na lógica, no intelecto. Precisamos ver o resultado das ações, não só o imediatismo", afirma o vice-presidente da comunidade muçulmana em Curitiba, Gamal Fouad El Oumairi.
Judaica - Sem a necessidade de grandes encontros para a prática da religião, a comunidade judaica segue uma cultura que tem mais de 3,5 mil anos de história. Os fieis -aproximadamente 300 famílias na Capital- seguem os 613 mandamentos presentes na Lei da Torah, que determinam as práticas de sua vida desde o nascimento até a morte, como alimentos, vestimentas, rituais de nascimento, casamentos, divórcios e até mesmo relacionamento entre patrões e empregados. O objetivo da comunidade é manter as tradições entre os fieis e viver de acordo com o que prega a religião, considerada também uma cultura. "Nossa base é separar o santo do comum. Queremos viver uma vida sagrada, para seu próprio povo, que continue sendo judeu", explica Ezrah Ben Levy.
Umbanda - Estima-se que existam em Curitiba quatro mil terreiros de umbanda, a maioria deles funciona em casas, sem registros. A procura dos fieis é pelo trabalho espiritual, desenvolvimento da espiritualidade e solução de problemas de saúde ou emocionais. A prática que completou 100 anos em novembro passado é guiada pela fraternidade, caridade e respeito ao próximo. "O preconceito é por desconhecimento. As pessoas visitam e veem que não é nada daquilo que dizem", garante a mãe de santo Lucília Guimarães.
Mais informações nos sites:
www.arquidiocesedecuritiba.org.br
www.feparana.com.br
www.ibeipr.com.br
www.israelitas.com.br
www.paimaneco.org.br
www.sotozencuritiba.org
www.vedantacuritiba.org.br

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