O médico Marcos Afonso Posso trouxe uma carta assinada pela mãe do estudante, a professora Joelma Ribeiro de Rezende Posso, na qual destaca os conselhos da família para que o rapaz não reagisse em uma situação de assalto.
Na carta, a mãe e o padrasto avaliam a ingenuidade do rapaz de 20 anos ao achar que poderia fazer o que é da responsabilidade do Estado, tentando proteger o veículo roubado.
''Talvez o ímpeto da juventude tenha lhe dado naquele momento a sensação da invencibilidade, da imortalidade. Não sei. O que sei é que hoje, neste momento, estaria acordando-o para ir à faculdade e ele rolaria de um lado para o outro, e eu o chamaria mais algumas vezes. Desceria, tomaria um pouco de café, pegaria o seu carro, me daria um beijo e sairia. Hoje, eu não o acordei. Sua cama continuou arrumada. O que acordou em mim foi um sentimento de revolta e incompreensão insuportáveis. Saber pelo meu marido que o corpo do meu filhinho ficou lá estendido'', diz um trecho da carta. (F.L.)

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