O Ministério Público (MP) começa a investigar denúncias de crimes de peculato (cometidos por servidores públicos) na Universidade Estadual do Oeste (Unioeste). O promotor Wilson Galheira encaminhou pedido de informações à reitora Liana Fuga sobre as supostas irregularidades.
As suspeitas investigadas são de gastos indevidos em uma ‘‘festa’’ em Brasília, com participação de assessores, diretores de câmpus e políticos, aluguel de carros, impressão de jornais em gráfica particular (embora a Unioeste tenha gráfica), e dinheiro arrecadado em prefeituras da região a título de ‘‘apoio’’ na divulgação de vestibulares.
Especulações sobre as irregularidades surgiram há duas semanas, o que levou a reitora a convocar a imprensa para explicar cada caso. Um dos casos envolve o ex-assessor especial, o publicitário Elias Klaime, que, de fato, era o chefe da assessoria de comunicação social.
Klaime, que se afastou da Unioeste, teria obtido recursos em prefeituras para divulgar inscrições de vestibulares. As especulações são de que o montante chegaria a R$ 70 mil. Klaime assegura ser apenas R$ 27 mil ‘‘aplicados em vários órgãos de imprensa pelas próprias prefeituras’’. A reitora disse desconhecer valores envolvidos e em quais órgãos foram aplicados. Outra acusação, de gasto de R$ 12,5 mil na impressão de duas edições de jornal em uma gráfica particular, Liana Fuga justificou argumentando que a gráfica da Unioeste ‘‘tem máquinas obsoletas e sem manutenção’’.
Também é investigada a destinação do dinheiro das inscrições do vestibular de dezembro. Segundo a reitoria, sobraram R$ 994 mil, ‘‘repartidos criteriosamente entre os câmpus’’.
De acordo com o promotor Wilson Galheira, após as respostas às informações que pediu à reitoria, deverá ser feita ‘‘uma rápida auditoria’’.

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