Periodicamente, Tamires Paixão da Silva, de 12 anos, precisa vir de de Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro) até Londrina para exames, sendo necessário ficar internada algumas vezes. A adolescente foi diagnosticada com lúpus há cinco meses e por causa dos procedimentos perderia as aulas do 6º ano, mas como faz o tratamento no Hospital Universitário, tem o acompanhamento dos professores do Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar (Sareh).
Lucélia da Paixão, mãe de Tamires, conta que a menina está bem na escola e não está tendo diferença de rendimento. "Até ela descobrir a doença, ficou internada 12 dias e começou a ter as aulas. Quando precisa fazer alguma biópsia também precisa ficar aqui e, mesmo que sejam só dois dias, ela não perde as aulas. Ela gosta bastante dos professores e ficou feliz com o acompanhamento, porque o nosso município não tem esse serviço", conta.
A assistente social do HU, Renicler Oliveira de Assis, afirma que após a alta hospitalar, caso o aluno não tenha condições clínicas de frequentar a escola, tem possibilidade de ter o atendimento domiciliar, mediante solicitação médica à Secretaria de Educação.
"O grande diferencial do programa é o atendimento individualizado, sempre
respeitando os limites. Considero que a escolarização hospitalar contribui para com a humanização da assistência e favorece o acesso ao direito à educação, mesmo frente à diversidade e assegura a manutenção de vínculos escolares e de aspectos saudáveis do paciente." (E.G.)

mockup