O selo foi criado em razão das enormes dificuldades para se enviar correspondências e do caos que era o sistema postal no século XIX. O primeiro selo ''penny black'' foi impresso em 1840, na Inglaterra, e trazia a efígie da Rainha Vitória em um fundo negro no valor de um penny. Três anos mais tarde, em agosto de 1843, o Brasil tornava-se o segundo país no mundo a ter seu próprio selo, o ''olho-de-boi'', que é muito procurado por filatelistas. O processo se modernizou e hoje os Correios oferecem até selos personalizados.
Segundo a coordenadora de atendimento dos Correios em Londrina, Márcia Cristina do Nascimento, que ministrou palestra sobre a história da filatelia no Brasil, que o selo personalizado é oferecido pelas agências em todo o país. O selo traz um modelo de imagem oferecido pelos Correios e, ao lado, é impressa outra imagem da escolha do interessado, separada por picote. A tiragem mínima é de uma folha e custa R$ 21,00. Os Correios dão um prazo de até 10 dias para confeccionar os selos. As imagens devem ser digitalizadas.
Márcia Cristina orienta que os Correios têm algumas restrições: fotos ofensivas ou de conteúdo erótico, sexual ou preconceituoso não são aprovadas. Imagens que veiculem bebidas alcoólicas ou que incentivem o uso de qualquer tipo de droga também não. Segundo ela, o selo personalizado é uma tendência mundial que está chegando agora ao Brasil.

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