Segundo a professora Maria José Gregui, o curso de mobilidade aborda, entre outros temas, o uso correto da bengala e como comportar-se junto a um guia-vidente. ''O que os alunos mais querem aprender ao buscar um centros de atendimento a deficientes visuais é independência e autonomia para ir para onde quiserem sozinhos'', destacou.
Ainda de acordo com Maria José, a bengala é sempre muito importante para a locomoção do deficiente, pois auxilia na descoberta do piso, seja calçamento, gramado, terra, pedriscos e se é liso ou áspero. ''Com a bengala ele também pode medir a altura e largura do degrau de uma escada.''
Os melhores calçados para o cego são tênis ou sapatos baixos, que facilitam o tato dos pisos. ''Treinos auditivo e olfativo também são importantes para encontrar pontos de referência nas ruas. É comum identificar padarias e farmácias pelo cheiro.''
Conforme a professora, mobilidade se ensina desde bebê, por meio de estímulos sonoros e olfativos. Já o uso da bengala varia para cada indivíduo, mas pode começar a partir dos cinco anos.
Para quem deseja auxiliar uma pessoa com deficiência a cruzar uma rua, por exemplo, Maria José dá dicas: ''O primeiro passo é perguntar se a pessoa precisa de ajuda, em seguida oferecer o braço para que o cego pegue em seu cotovelo'', descreveu a professora, lembrando que o guia-vidente deve caminhar sempre a meio passo de quem não vê. ''É o cotovelo que indica quando há uma escada, movimentando-se para cima e para baixo. E em locais estreitos, o braço fica dobrado e posicionado nas costas do guia.'' (M.G.)

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