''O Povo não é só perfumaria''
O coordenador do Povo no interior do Paraná, capitão Hélio de Oliveira, assegurou que o projeto ajudou a reduzir os índices de criminalidade em Londrina. Ele acredita que a população não tem a exata noção dos resultados porque há uma ''valorização política'' da violência.
''Infelizmente não podemos colocar 10 mil policiais nas ruas, mas dentro daquilo que é possível as ações têm acontecido. (O Povo) efetivamente dá resultado, não é só perfumaria'', sentenciou. Segundo Oliveira, desde o lançamento do projeto, em 2004, os policiais do Povo já visitaram 11 mil domicílios em toda a cidade, além de 2,5 mil revisitas. ''Os nomes e endereços ficam todos registrados'', frisou.
Dois fatores que ajudariam a explicar por que vários moradores disseram à FOLHA não ter travado contato com nenhum policial do projeto, de acordo com o coordenador, são a implantação ainda recente de boa parte das estações e o tempo que precisa ser dispendido em cada visita. ''Cada setor censitário tem 2 mil famílias, em média. E não queremos só quantidade, mas qualidade nas visitas. O policial conversa com o morador, pergunta que crimes já ocorreram ali, que idéias ele tem para melhorar a segurança.''
O capitão não informou o número de policiais que atuam no projeto, resumindo que cada estação pode ter até 16 homens. Segundo ele, parte dos 177 alunos que passaram em concurso e estão sendo treinados pela PM deverá incorporar o Povo. Entretanto, não existe um cronograma de expansão. ''Mas tem gente cuidando de todos os bairros. Pode ser que não tenha o Povo, mas pode ter certeza de que uma viatura de rádio-patrulha está lá.'' (V.N.)





