Londrina – A diretora pedagógica da Secretaria de Educação de Londrina, Mariângela Bianchini, informou que o trabalho pedagógico de apoio e contraturno devem começar o quanto antes. Neste ano, as aulas de reforço começaram em março. No entanto, ela destacou que a volta das férias de julho é um período chave para trabalhar as dificuldades dos alunos. "Não se pode querer resolver todos os problemas no fim do ano. O planejamento tem de ser constante".
Mariângela explica que as crianças com dificuldades são agrupadas em turmas menores, entre oito a 10 alunos. Essas classes são divididas de acordo com a necessidades dos estudantes. "Funciona como se fossem aulas particulares. Se a dificuldade é com cálculos, a professora vai priorizar isso", exemplificou. Ela explica que os professores possuem formação em apoio pedagógico específico para contraturno.
O papel dos pais no processo de reconhecer o problema e apoiar esta recuperação é apontado como fundamental pela diretora. "Ainda que seja minoria, existem alguns pais que relutam em admitir que o filho apresenta dificuldade em alguma disciplina. Essa privação ao contraturno pode agravar o caso", adverte. Além do reforço tradicional, a secretaria dispõe de 30 salas de recursos, com professores que atendem necessidades de alunos com comprometimento intelectual leve ou severo. (C.F.)

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