Apaixonada por viagens independentes e por conhecer as diversas culturas, o primeiro mochilão da aposentada Neize Domingues, 69 anos, foi ao lado do primo e um casal de amigos, pela Espanha, quando ela tinha 58 anos. Um viagem pra lá de emocionante, que ainda hoje traz agradáveis lembranças para a aventureira.
''Poder passar por aquelas estradas em meio aos pequenos vilarejos, visitando igrejas, feiras livres, festas populares foi incrível'', lembra Neize, empolgada, não descartando a possibilidade de fazer outras viagens no mesmo estilo.
A aposentada conta que a viagem meio sem destino surgiu com o objetivo principal de explorar a Espanha, ao lado do primo, de 73, que até então nunca tinha sequer realizado uma viagem de avião. ''Descendente de espanhóis, o sonho dele era resgatar a história do pai que havia passado a infância em uma irmandade em Sevilha. Além, é claro, de conhecer a cultura geral daquele povo, vivenciando sua rotina diária'', conta.
Ao todo foram 24 dias de viagem, a maior parte dela realizada por meio de trens. Eles iniciaram a viagem em Madri, depois partiram para Sevilha, seguindo para o Sul da Espanha, em Málaga, e retornaram para Madri pela costa.
''O planejamento era não ter um planejamento. Queríamos ver o que encontrassemos'', ressalta Neize, destacando que alguns dos principais previlégios da viagem independente era poder parar onde quisessem, sem compromisso com horários.
Apesar do esquema de viagem ser o mochilão, a viajante conta que o grupo não abriu mão do conforto durante a viagem. ''Assim que chegavamos em alguma cidade, alugávamos um carro e o bom era que além de facilitar nossa locomoção, o bagageiro do carro nos servia como dispensa. Colocávamos todas as bugingangas lá'', brinca.
''Acho que essa é uma das principais diferenças entre o mochilão realizado por jovens e o mochilão da terceira idade. Podemos até ir sem roteiro definido, com o espírito aventureiro, mas não abrimos mão do conforto'', diz. (F.C.)

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