Para muitos, ter um barco é sinônimo de lazer, por isso não é à toa que as vendas de embarcações no País estão crescendo, em média, segundo dados da Associação de Construtores de Barcos do Brasil (Acobar), 8% ao ano. Para Fabrício Boneti, gerente da Rio Náutica, uma fábrica de Maringá, que produz em torno de 40 barcos por mês, a maioria dos compradores está em busca de lazer. ''O pessoal compra para fugir do estresse'', explica o empresário.
Na Rio Náutica trabalham 11 pessoas e são produzidos 47 barcos ou 25 lanchas por mês. Segundo ele, a demanda é tão grande que chega a ter fila de espera e a clientela não é formada apenas por pessoas do Paraná, mas de todo o Brasil é até de outros países, como Bolívia, Paraguai, Uruguai, Chile. Um barco de alumínio pode ser comprado a partir de R$ 3 mil.
Ao mesmo tempo que ter um barco pode ser garantia de diversão, para muitos brasileiros não passa de um sonho de consumo. Apesar do crescimento das vendas, ele ainda é considerado artigo de luxo. A própria Associação de Construtores de Barcos considera que o país ainda está muito longe da produção ideal.
Segundo o diretor executivo da Associação de Construtores de Barcos do Brasil (Acobar), Lenílson Marcelo Bezerra, a alta taxa tributária, 25% de imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços (ICMS) e de 10% a 25% de imposto sobre produtos industrializados (IPI) - dependendo do tamanho do barco - é o principal motivo de um País com tanto potencial produzir tão pouco. Quem compra um barco com mais de 12 metros que custa R$ 7 mil, está pagando 3,5 mil de impostos. (W.S.)

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