Um grupo de pesquisadores ligados à Incubadora Tecnológica Internacional da Universidade Estadual de Londrina (Intuel) quer saber o que os universitários fazem com o lixo eletrônico, como computadores e baterias que não servem mais para uso. Na próxima semana deve ser iniciada entre os alunos dos últimos anos dos cursos de graduação uma pesquisa sobre a destinação dada a este tipo de resíduo, que aumenta com a mesma velocidade com que surgem as novidades high-tech.
As respostas dos universitários também vão mostrar o conhecimento que os alunos do ensino superior têm sobre a correta destinação de dispositivos eletrônicos de pequeno e grande porte. Além de computadores e baterias, fazem parte desta lista pilhas, geladeiras, aparelhos de ar-condicionado, telefones celulares, televisores, MP3 players, rádios, lâmpadas fluorescentes e controles-remoto. O resultado da pesquisa deverá servir de base para um comparativo entre o destino dado pelos universitários ao chamado e-lixo e o destino ideal.
''Também vamos verificar se os universitários têm o devido conhecimento sobre os males causados pelos metais pesados à saúde'', afirma o matemático e especialista em estatística Lucídio de Jesus Junior, um dos integrantes do grupo. Ele explica que a pesquisa será realizada com embasamento científico, capaz de proporcionar um resultado com 95% de confiabilidade. ''Dividimos os 65 cursos de graduação da UEL em dois grupos: os ligados ao meio ambiente e os que não têm ligação com esta área, que são a maioria.'' De acordo com o pesquisador, as conclusões poderão resultar em cursos extra-curriculares e campanhas de conscientização da população.
Os cinco pesquisadores explicam que fizeram um levantamento de como o lixo tem sido tratado no mundo e verificaram que embora já existam leis ditando algumas normas - como por exemplo a retirada do cádmio das pilhas - poucas empresas obedecem a legislação. ''Em nenhum país a destinação é totalmente correta'', denunciam. Em um segundo momento o grupo pretende apresentar propostas de destinação, talvez em parceria com a prefeitura do campus. ''Certa vez estávamos indo embora à noite, depois da aula, e vimos um lixo comum cheio de placas-mãe, HDs, mouses e outros componentes de computador. Foi aí que despertamos para a necessidade de um trabalho de conscientização dentro do campus'', relata o matemático Cristiano Andrade dos Santos, outro integrante do grupo.
Segundo os pesquisadores, o e-lixo é hoje uma das principais preocupações dos ambientalistas. A produção em larga escala dos aparelhos eletrônicos, o fato de serem cada vez mais indispensáveis à humanidade e a sua lenta decomposição só aumentam a necessidade de providências urgentes quanto à sua destinação. Os universitários responderão a um questionário com 15 perguntas, revelando, por exemplo, o que fazem com os resíduos sólidos eletrônicos, se já participaram de alguma palestra sobre o assunto na universidade e se acham importante este tipo de discussão. Também participam da iniciativa o economista Caesar Vinicius Carrera dos Santos, o graduando em marketing Marcelo Cabral e o administrador Rodolfo Cesar Maluf Gomiero.

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