Com a chegada do verão, os riscos com a alimentação tendem a aumentar. Os cuidados com o preparo e a escolha dos alimentos devem ser redobrados principalmente nesta época de festividades para evitar as intoxicações alimentares. Famílias reunidas, muita comida; o preparo de bolos, doces, carnes, saladas, maionese, peixes, requer mais que cuidado. Perigo iminente paira no ar se estes alimentos forem contaminados.
Além disto, muitos dos alimentos expostos em padarias, bares e lanchonetes estão mais ''recheados'' do que se imagina. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a cada ano aproximadamente oito a cada mil habitantes são contaminados por Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs).
A forma mais comum de contaminação se dá por meio de bactérias, vírus e parasitas. Os que mais se destacam são a salmonela, o clostridium prefringes e o staphylococus aureus. A salmonela está presente no intestino humano e dos animais. É transmitida durante a ingestão de alimentos contaminados, que geralmente têm aparência e aroma normais.
Outra bactéria perigosa é a clostridium prefringes que, ao contrário da salmonela, resiste ao cozimento dos alimentos. Os pratos à base de carne são suscetíveis ao ataque desses germes que sobrevivem às temperaturas normais de cozimento, germinam e se multiplicam durante o resfriamento lento.
A mais virulenta das espécies de estafilococos, o staphylococus aureus, causa outra forma comum de DTA. Essa bactéria esta presente na superfície da pele comumente em torno do nariz e em certas infecções cutâneas, como cortes, espinhas e furúnculos. Um corte infeccionado na mão ou no braço da pessoa que prepara a refeição pode contaminar os alimentos e disseminar a infecção em massa.
Hidratação
Para evitar o transtorno causado pelas intoxicações alimentares, o melhor a se fazer é prevenir, recomenda a nutricionista Beatriz Ulate. ''Ao comprar comida pronta deve-se observar bem as condições de armazenamento, a data de validade, a higiene do local de preparo. A escolha do alimento mais fresco e a refrigeração deles é importante para se evitar a contaminação'', explica.
Depois que a situação já aconteceu, o melhor a se fazer é a hidratação. ''Como grandes quantidades de líquidos são perdidas através dos vômitos e diarréia, o foco do tratamento é prevenir a desidratação; mesmo com dificuldade em ingeri-los, os líquidos são fundamentais. Sucos devem ser sempre coados, de preferência os de maracujá e limão. Água de coco e potável também são recomendáveis; água com gás, refrigerantes e alimentos gordurosos devem ser evitados'', alerta Beatriz.
O desconforto gastrointestinal severo geralmente é acompanhado de cólicas abdominais, vômitos e diarréia, seguidos de fraqueza geral ou cansaço e dor de cabeça. ''A maioria desses sintomas é consequência da desidratação. Quanto mais rápido a pessoa se hidratar, mais rápido ela se recuperará. Se os sintomas forem muito fortes, recomenda-se fazer hidratação intravenosa, e sempre procurar um médico'', orienta Beatriz. A duração da intoxicação depende da substância.

mockup