Com apenas seis anos, Mariana Makihara, já começa a dar os primeiros passos no engajamento social. Segundo a mãe, Eliza Fernandes, que é grande incentivadora, seu objetivo é que a filha aprenda desde pequena certos valores e responsabilidades. ''Não quero que ela cresça imaginando que o mundo se limita às paredes de casa. A realidade dela é completamente diferente de muitas crianças e preciso criar minha filha para o mundo. E, para isso, não posso responsabilizar a escola, os vizinhos ou a mídia'', comenta.
Para despertar nela essa consciência, há algum tempo, a mãe tem levado a pequena a conhecer entidades. ''Uma das visitas foi a uma escola pública onde meu marido trabalha, localizada num bairro bem pobre. Lá, ela pôde conhecer crianças que não têm as mesmas condições. Apesar de terem outro realidade, ela percebeu que são crianças que gostam das mesmas coisas'', lembra Eliza.
Outra visita foi em um orfanato de crianças que esperam adoção. ''Neste abrigo, expliquei a ela que as crianças não têm os pais. Foi a oportunidade de chamar sua atenção para os problemas sociais. Percebo que ela se sentiu muito confortável e queria realmente ajudar. Fico feliz que a Mariana esteja aprendendo. Daqui algum tempo, ela poderá caminhar sozinha. O papel dos pais é mostrar aos filhos que a vida não é somente conforto.''
Ainda que seja muito nova, Mariana já começa a dar os primeiros sinais de que ajudar é muito mais fácil que se imagina. Numa campanha para arrecadar roupas de inverno, a menina se empenhou e se desfez de alguns pertences. ''Dei cobertor de lã, um edredom de quando era bebê, meias e sapatos. Fiquei feliz em saber que ajudei crianças que não tinham roupa'', diz ela, um pouco tímida.
Um dos desafios de Eliza, no entanto, é ensinar a filha a se desvencilhar dos brinquedos que não usa mais. ''Estou trabalhando essa questão de dividir as coisas. Valores como esse, ela vai aplicar em todos os âmbitos de sua vida, seja cidadã, como mãe, esposa, ou profissional'', aponta a mãe. A próxima empreitada vai acontecer em um asilo da cidade. Uma iniciativa da professora da escola quer reunir crianças e mães para homenagearem mulheres que não têm família. (M.T.)

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