Mais importante do que o presente, no Natal o que vale é a boa intenção de quem dá, em uma forma de manifestar o afeto e tentar proporcionar alegria. No entanto, há aqueles presentes especialmente marcantes, que serão lembrados por toda a vida. Esses nem sempre são os mais caros, os mais esperados ou os mais surpreendentes. ''O melhor presente que eu ganhei foi uma boneca, a Princesa'', conta Beatriz Conte Borges, de apenas 8 anos. Beatriz afirma que Princesa é sua a boneca preferida, e com quem gosta de brincar de casinha.
Essa inocência da infância, se preservada, ensina também os adultos a entenderem que o presente pode não ter nada demais e ainda assim ser o melhor. ''O meu melhor presente foi um celular que meu noivo me deu no ano passado. Eu tinha um, mas estava quebrado e bem velhinho. Ele me deu um com câmera'', revela a estudante Franciele Ferreira Martins, 18 anos. Além da surpresa, contou pontos o fato de seu noivo ter percebido o que ela queria. ''Ele poderia ter me dado outra coisa, como roupa, calçado. Foi uma prova de amor.''
A proximidade das relações familiares é outro fator que eleva significativamente o valor do presente. ''Ganhei um processador de sucos no último Natal. Mas, para mim, é o sentimento que dá a importância dos presentes que ganho dos meus filhos, não importa o que seja'', reconhece a dona-de-casa Adelaide Zanoni Bagio.
Nesse sentido, o comerciante aposentado Euclides Pires Matos, 84 anos, ganhou, no Natal de 1953, talvez o maior presente do mundo: um filho. ''Tinha mais ou menos o cálculo, então até esperava que pudesse nascer naquele dia. E foi sem dúvida um grande presente'', comenta. Matos deu o próprio nome para o garoto, seu terceiro filho, e conta que esse foi um presente que lhe proporcionou muitas alegrias.
O melhor presente de Natal de todos os tempos pode ser também a realização de um sonho grandioso, o que contribui para aumentar a magia desta época do ano. Foi o que aconteceu este ano na família de Claudineia Moreira, 26 anos. ''O meu melhor presente é a nossa casa, que estamos comprando!'', comemora a jovem. A família desejava adquirir a casa onde mora de aluguel há sete anos, e foi contemplada em um consórcio.
Claudineia e o pai passaram as últimas semanas correndo atrás da documentação, e acreditam que até o Natal a casa já esteja no nome da família. ''Foi um ano de muita luta, para conseguir resolver todos os problemas, mas finalmente deu certo'', comenta Claudineia.
A jovem trabalha em uma loja de presentes durante o dia e em um bar à noite para poder ajudar a pagar o consórcio, e revela que, se o sonho de seu pai era ter a casa, o dela era ver esse sonho realizado. ''Fico mais feliz pelo meu pai, pela realização do sonho dele. Eu não preciso de mais nada'', admite, sem esconder a felicidade, em mais uma prova de que o melhor presente de Natal é mesmo aquele que vem para manifestar o afeto e trazer alegria.

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