O medo que assombra a vítima de assalto
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de dezembro de 2001
Luka Morais 
O medo de ser assaltada nova mente ou de en contrar aquelas duas mulheres que se faziam passar por tão boas pessoas agora é uma constante. A simples lembrança do assalto ocorrido no centro da cidade, em plena manhã, faz o corpo se encolher de medo e a respiração sumir...
Ela ainda não consegue se conformar com a frieza daquelas duas criaturas, uma delas de origem nipônica, jeito de gente honesta. O primeiro contato foi bem em frente ao local onde morava. As duas chegaram como quem nada queria e foram lançando perguntas sobre a vida, as preocupações, a família. E aos poucos conquistaram a confiança.
Espertas, ficaram sabendo do nome, rotina e afazeres da futura vítima. O pior mesmo foi o encontro ''casual'' na porta da agência bancária. Após sacar o dinheiro, ela se viu diante da dupla atenciosa que foi logo chamando pelo nome.
Gentileza, atenção e simpatia por pouco tempo. Ela ainda busca um motivo para justificar a entrega da bolsa às duas. Quem sabe aquela fumaça exalada pelas duas não a teria atordoado??? E a bolsa foi entregue com todo o dinheiro retirado do banco: R$ 10 mil.
Mais parecia um pesadelo. A cabeça doía, o estômago apertado e a vontade de despertar daquele sonho ruim. Explicar ao marido e aos filhos o que tinha acontecido... Nada tão ruim quanto a frase em tom ameaçador que fica martelando o pensamento: ''Se fizer qualquer denúncia, se procurar a polícia, a gente volta e mata a senhora''.
Tempos depois descobriu que a colega vendedora, também idosa, foi vítima da mesma dupla. Consolo apenas de saber que não foi a única a cair no conto das espertas senhoras que, certamente, continuam circulando pelo centro de Londrina em busca da próxima vítima.


