'O mato está tomando conta de tudo'
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Danilo Marconi <br> <br> Reportagem Local 
O fundo de vale do Residencial Quadra Norte, por onde passa o córrego João Paz, na zona norte de Londrina, poderia ser uma vasta área de lazer. No entanto, a falta de readequações após a retirada de uma invasão irregular, aliada à inoperância dos serviços públicos, só faz prosperar o matagal.
Em alguns pontos os pés de mamona ultrapassam os três metros de altura, sem falar no capim colonião que toma conta da paisagem. A manicure Rosilene Costa Oliveira mora bem em frente ao fundo de vale há mais de dois anos. Faz seis meses que ela não vê um operário com roçadeira capinar o local. ''Poderia ter uma bela pista de caminhada, mas (o fundo de vale) é esquecido. Aqui só cresce o mato, onde proliferam os bichos'', criticou.
A poucos quilômetros dali, também na zona norte, o mato toma conta de uma praça no Conjunto João Paz. Crianças tentam brincar, mas o mato está na altura do joelho, invade calçadas, esconde os bancos.
A catadora Vera Lucia Furquin tentava descansar em um dos assentos, mas a sujeira incomodava. ''O mato está tomando conta de tudo. Deveria ser um lugar de lazer, mas está longe do ideal'', lamentou.
A Diretoria de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), quem gerencia e fiscaliza o contrato da roçagem, expediu dias atrás a ordem de serviço para capina em mais de 2,6 mil metros quadrados de área pública. Trechos dos bairros citados acima estão contemplados.
A Visatec, vencedora da licitação, recebe R$ 0,1615 por metro quadrado executado. O contrato prevê mínimo de 2,5 mil metros quadros e máximo de 5,5 mil, para suprir a demanda em épocas de chuva excessiva que contribuem para o crescimento do mato.
Porém, a CMTU avaliou que não é o caso agora e não pretende propor aumento da área de execução da capina. ''É uma espécie de rodízio, quando terminar essa ordem eles vão refazer outras (áreas) que não estão sendo garantidas agora. É um serviço sequencial'', explicou o diretor de Operações, Décio Zulian.
Ele avaliou serem desnecessárias mudanças no contrato, mas apresentou melhorias na metodologia do serviço. ''O que a gente vê de dificuldade, que o novo gestor precisa avaliar, está na variedade de vegetações em áreas públicas. Um tipo de capim (ou grama) cresce mais que o outro e cria uma situação distorcida'', disse. ''O gestor precisa criar uma equipe para contenção e erradicação de gramas invasoras e definir um padrao de grama.''


