'O mais importante é a educação'
Curitiba - Uma adolescente de 13 anos diz que muita coisa mudou na sua vida depois que passou a frequentar o Peti. Antes, limpava a casa de terceiros e trabalhava como babá. Agora, tem aulas de capoeira, dança, comunicação, teatro e artes visuais. Todas oferecidas pelo programa. Se antes seu dia se resumia a trabalhos domésticos, agora ela vai para a a jornada ampliada pela manhã - quando acontece esta série de atividades - e para escola pela tarde. Diz que hoje não tem nem tempo para trabalhar. ''Em vez de fazer trabalho infantil, estou desenvolvendo minha criatividade'', diz, orgulhosa.
Tudo mudou também na vida de Márcia Cristina Arcangelo, mãe de quatro crianças atendidas pelo projeto. Hoje se diz arrependida de ter colocado os filhos, com idades entre sete e 13 anos, para trabalhar.
Márcia revela que colocou os filhos para trabalhar na época em que ela e o marido estavam desempregados. ''Eu fazia sonhos e eles vendiam na rua'', conta. Agora, o sonho que dá aos filhos é outro: a possibilidade do futuro. ''O mais importante é a educação. Agora eles têm o que fazer pelo futuro deles''. (T.A.)





