É desgastante mais uma vez protelar a situação constrangedora que a União Londrinense de Estudantes Secundaristas, distinta Ules, causou aos estudantes no caso das carteirinhas. Milhares de estudantes não puderam pagar meia entrada na Expô 2006 (realizada em abril), pagaram para ter a carteirinha e a maioria continua sem a mesma. É difícil entender como ninguém se importou com o caso. Este é o resultado das sujeiras que são jogadas debaixo do tapete na cidade. Mais uma vez coloco minha indignação perante o fato. É claro que se tratou de um golpe. Agora, depois de quase meio ano, falam em ressarcir os estudantes. Será que alguém guardou aquele maldito protocolo? Meu senso crítico me leva a crer que já não existe lei nesta cidade.
EDMILSON SEBASTIÃO DA
COSTA (estudante, presidente da Força Jovem) - Londrina

RESPOSTA
  Segundo o secretário geral da Ules, Denis Lima dos Santos, a diretoria da entidade pretende iniciar nesta semana um levantamento nas cerca de 10 escolas onde os alunos pagaram pelas carteirinhas, para ver quantas ainda faltam ser entregues. Segundo Santos, já há material para confeccionar até mil carteiras, em parceria com a Microlins Centro de Formação Profissional. Ele informou que os principais problemas para o atraso na entrega – que deveria ter ocorrido no mês de abril – foram o extravio de formulários e as reformas na sede da Ules, que coincidiram com o período de confecção das carteirinhas.
  O secretário da entidade disse não poder informar se a entidade vai continuar a confeccionar o documento, que dá direito à meia-entrada em cinemas, shows e teatros. ‘‘As carteiras são um direito conquistado graças ao trabalho da Ules, que em 1992 conseguiu a aprovação de uma Medida Provisória que regulamenta a sua confecção, por isso defendemos que a entidade continue com este trabalho, mas vai depender da nova diretoria, que assume no final deste ano.’’
  O promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Jorge Sogaiar, informou que deverá notificar a Ules e a Microlins para prestar esclarecimentos sobre as providências tomadas no último mês. No dia 26 de junho o Ministério Público convocou os representantes da entidade e empresa para esclarecimentos, quando foi assinado um compromisso de ajustamento, que deveria ser cumprido dentro de 30 dias.
  Segundo o documento, não sendo possível a confecção da carteira estudantil, por qualquer inviabilidade, as partes devem restituir o valor pago, monetariamente corrigido. ‘‘Como o prazo venceu no último dia 26, vamos verificar o que foi feito, sob pena de executarmos os envolvidos’’, esclareceu o promotor.

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