O LEITOR QUESTIONA
Quem já andou de trem, levante o dedo! Muita gente já andou não é mesmo? E que bom que é recordar aquelas aventuras, com seus sustos, ruídos e fumaças. Pena que a moçada de hoje não terá a chance de passear neles e, breve, nem de ver mais as locomotivas ou vagões. As peças que estão expostas no pátio do Museu Padre Carlos Weiss estão se decompondo pelo sol e chuva, sem uma única lona de proteção. Cadê a cobertura que seria feita através de um concurso de Projeto Arquitetônico? Cadê a alternativa que a administração deveria arrumar? Nossa história está sendo corroída pelos entraves burocráticos ou marasmos administrativos. Se a administração do Museu não está conseguindo cuidar do que é nosso, desocupem o lugar que tem gente capaz por aí. Vamos salvar nosso patrimônio. Quem quiser ajudar levante o dedo!
OSVALDO SANTOS JÚNIOR
(arquiteto) - Londrina
RESPOSTA
Segundo o secretário municipal de Cultura, Luciano Bitencourt, a Prefeitura de Londrina decidiu não fazer o projeto arquitetônico. A decisão, segundo o secretário, ocorreu depois de uma audiência pública realizada junto a representantes da comunidade de Londrina. Durante a audiência, todos decidiram um bem maior, que foi de preservar a fachada da antiga ferroviária de Londrina. Se o projeto fosse construído, essa fachada seria prejudicada, salientou Bitencourt.
Além da cobertura dos
vagões que estão instalados no Museu Histórico Padre Carlos Weiss, o projeto arquitetônico visava também a construção do Memorial do Pioneiro, que foi transferido para as imediações da Concha Acústica, no centro da cidade. A cidade fez a opção de não interferir
na fachada da Estação por
entender que é um ícone da cidade, mas não deixamos
de reconhecer a importância
da locomotiva, disse o
secretário.
O diretor do Museu, William Reis Meirelles, disse que a locomotiva está na Universidade Estadual de Londrina (UEL) para ser recuperada e se encontra em boas condições físicas, além de estar num local coberto. Já em relação aos vagões, o diretor disse que o Museu está aguardando recursos da reitoria para a construção da cobertura.
Existem algumas instituições no Brasil que trabalham com a restauração de vagões e locomotivas. Eu vou entrar em contato com uma delas para que eles possam vir avaliar nossos vagões para sabermos como e quanto custará a restauração. Depois que isso for providenciado, aí será agilizada a cobertura dos mesmos, disse Meirelles.





