Como morador em Londrina há 25 anos, quero demonstrar meu descontentamento com as últimas notícias veiculadas na imprensa. Tive a oportunidade de ver minha mãe ser atendida pela equipe de Saúde da Família da Secretaria de Saúde de Londrina no ano passado e gostaria de tornar público o excelente atendimento que ela recebeu por ocasião de seu derrame. Infelizmente, ela faleceu, sendo acompanhada até seus últimos dias de vida. Dizem por aí que com a saída do secretário de Saúde este programa irá acabar. É verdade? E como ficam os pobres que não possuem convênio e que dependem de atendimento em casa? Ouvi dizer que o prefeito Nedson Micheleti pretende diminuir o número de equipes. E para onde irão os funcionários? Para a rua? Tenho um primo que é agente comunitário e no posto de saúde que ele trabalha, vários profissionais não são funcionários públicos. Penso que a sociedade de Londrina não pode ficar alheia a esta situação, enquanto todos estão voltados para a Copa do Mundo. Mas e os nossos doentes, como fica esta
situação?
EDIO PIRES
(funileiro aposentado) - Londrina

RESPOSTA
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Josemari de Arruda Campos, o Programa Saúde da Família (PSF) não vai acabar. Ela explica que a Secretaria está passando por uma fase de estudo e que isso não se deve à saída ou a permanência do ex-secretário Silvio Fernandes. ‘‘O que estamos fazendo é um redimensionamento, pois o que se pretende mesmo é a qualificação das equipes’’, disse a secretária.
  Josemari explicou que o processo de implantação do Programa em Londrina, em 1991, se deu de forma muito rápida e que outros municípios brasileiros implantaram o Programa de forma mais lenta. Por isso, segundo ela, esse momento de avaliação da secretaria de Saúde visa verificar diversos aspectos, entre eles, a área de abrangência dos postos e o número de equipes, e que isso não significa que os atuais funcionários precisarão ser dispensados.
  ‘‘É um processo que está acontecendo com determinação federal. Desde 2001 vêm acontecendo uma série de avaliações pois antigamente o poder público tinha muitos gastos. Com a lei de responsabilidade fiscal o município precisa ficar atento e criar estratégias que se adeqüem a nossa realidade’’, finaliza.

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