O LEITOR QUESTIONA
É uma falta de respeito total o que esta acontecendo na Farmácia Drogamais da Saul Elkind. Na terça-feira (20/6), fiz uma receita de um antibiótico e um antiinflamatório para uma paciente que atendi no Hospital da Zona Norte durante o plantão. Ela foi na Drogamais e a receita foi totalmente modificada pelo sr. Wilson Batista de Lima, que vendeu não sei por qual motivo um antibiótico mais caro e no lugar do antiinflamatório forneceu para a menor um medicamento para diabetes. No dia seguinte, tentei entrar em contato com o gerente da farmácia, o sr. Carlos. Liguei tres vezes (manhã, tarde e à noite) e nunca o encontrei. Perguntei quem seria a farmácia responsável em Londrina, um atendente disse que seria a da (rua) Sergipe. Liguei e novamente e não tive nem o trato nem a informação necessária. Não consegui falar com o gerente da Sergipe e me foi negado o celular deste para fazer a reclamação sobre o assunto. Estamos também frente a uma máfia farmacêutica onde os medicamentos que o médico coloca numa receita são trocados, por algum motivo que desconheço, alguma promoção, uma propina para vender este ou aquele medicamento, não sei; espero que não, já que a saúde do povo não está para brincadeiras.
RICARDO MENA VARGAS-PRADA (médico) - Londrina
RESPOSTA
De acordo com o gerente da Farmácia Drogamais, da Avenida Saul Elkind (Zona Norte), Carlos Fungani, de fato houve a troca de medicamentos, mas ele garante que foi por remédios de mesma fórmula. ''Não sabemos qual o motivo exato da troca, mas mesmo o antiinflamatório foi trocado por um de outro laboratório, mas mesma formulação, e não por um remédio para diabetes. Temos até a nota da troca feita posteriormente pelo cliente'', afirmou. O gerente disse ainda que
quando o paciente retornou para falar da troca, imediatamente os medicamentos foram substituídos. Ele explicou que a farmácia orienta aos atendentes que um medicamento prescrito por um médico só poderá ser trocado com autorização do farmacêutico responsável e se for por um remédio genérico. Mesmo que o cliente insista em escolher o laboratório, Fungani garantiu que a troca só será feita com autorização do médico que prescreveu a receita. Ele apenas fez ressalvas de que muitos clientes buscam os remédios sem a receita em mãos.





