Chega de tanta impunidade. Sou de Peabiru, a 80 km de Maringá. Onde minha família mora tem uma locadora. Esta cidade tem menos de 13 mil habitantes e apenas saí de lá para estudar. Na sexta-feira (26/5), a locadora foi assaltada. O prejuízo financeiro foi o de menos, o pior é o lado psicológico da funcionária e de uma cliente com sua pequena filha que viu o assaltante colocar a arma nas costas da mãe. O resultado de tudo isso: minha mãe resolveu vender a locadora e a casa, pois não consegue dormir mais em paz por não se achar mais segura. Na cidade não há sequer delegado porque o prefeito não acha correto o município pagar o aluguel de uma casa para vinda de um delegado (não que a ida de um melhore a segurança, mas ajuda). A cidade sofre uma onda de assaltos não só no comércio como também em residências e a PM não consegue prender ninguém. O que resta para a população da cidade é pagar IPTU e uma infinidade de impostos e em troca não ter o mínimo de segurança. Isso tudo se chama impotência que é o pior sentimento que alguém pode ter. Estamos sem querer entrando num mundo onde a Justiça com as próprias mãos não está longe. Prefiro ver a família de um bandido chorar do que a minha. Pode até acharem radicalismo, mas me digam a quem nos devemos recorrer?
RODRIGO SIQUEIRA SILVA (estudante de Agronomia) - Bandeirantes

RESPOSTA
  De acordo com a prefeitura de Peabiru, o prédio da delegacia, naugurado em 1996, está interditado por problemas estruturais, principalmente na carceragem. O secretário geral da prefeitura, Clerque Aparecido Priamo, garante que já foram encaminhadas solicitações de reforma ao governo estadual, e que a prefeitura aguarda resposta.
  Enquanto isso, o município vem sendo atendido normalmente pela delegacia de Engenheiro Beltrão, que tem um investigador e um escrivão. O delegado do município vizinho atende as duas cidades, mais Araruna, Quinta do Sol e Fênix.
  Priamo afirma que a prefeitura não recebeu pedido formal de custeio de locação de residência para um delegado. ‘‘Além de não dispormos de uma autoridade lotada em Peabiru, mesmo que tivéssemos, a responsabilidade seria do Estado, não cabendo ao município arcar com tal despesa’’, afirma.

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