O LEITOR QUESTIONA - Críticas ao Samu
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tem a função de regular as transferências inter-hospitalares, regionalizando e hierarquizando o atendimento às urgências. Mas não é o que está acontecendo em Cambé.
Minha avó teve fratura de colo de fêmur, que é a principal causa de hospitalização por queda. Foi solicitada uma ambulância, o plantão do 192 atendeu prontamente, mas a ambulância parou no meio da rua, sendo que poderia ter parado na vaga de entrada. Rapidamente o motorista (vide crachá) adentrou a casa e começou a examinar o doente, manipulando o membro fraturado sem nenhuma técnica. Num segundo momento, a acidentada foi avaliada pelo auxiliar de enfermagem, de maneira mais correta. Os mesmos ignoraram o médico que se encontrava no local. O motorista se pronunciou que iria levar a paciente para a Santa Casa de Cambé. Quando sua filha questionou, o mesmo se recusou a levá-la para outro hospital, então os próprios familiares a levaram.
Esses acidentes não estão sendo corretamente diagnosticados, tendo em vista que há falta de informação e preparo dos profissionais de saúde para enfrentar estes eventos.
Guilherme Mamprim (estudante) - Cambé
RESPOSTA
A gerente da central do Samu que atende a toda Região Metropolitana de Londrina, Rosângela Libanori, explica que o serviço conta com profissionais bem-preparados. ''Todos os motoristas têm curso de socorrista (com mais de 400 horas de duração) e, em casos como esse, são eles quem fazem a imobilização'', destaca.
Ela explica ainda que é de praxe encaminhar os pacientes para a Santa Casa porque o São Francisco não tem atendimento de emergência pelo SUS, mas que os atendentes também são orientados a perguntar se a família tem algum convênio. ''Além disso, todos os casos são informados à central, que entra em contato com o hospital em questão'', explica. Neste caso específico, porém, a gerente do Samu relata que a central sequer chegou a ser acionada, porque a família teria levado a paciente antes que o motorista se pronunciasse. ''Eles chegaram aqui bastante chateados, porque foram impedidos de prestar socorro da forma adequada'', conta.
''Essas acusações de falta de informação e preparo não procedem, e estão completamente equivocadas. Nós não seríamos irresponsáveis de atender durante dois anos uma média de 2,8 a 3 mil pessoas por mês sem profissionais qualificados. O serviço tem um custo elevado, uma grande importância para a população e nós fazemos um trabalho sério'', ressalta.
Segundo a Secretaria de Saúde de Cambé, o caso dessa senhora foi discutido em uma audiência pública sobre o atendimento do Samu realizada no último dia 9.





