Curitiba - A pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que a inserção da mulher no mercado de trabalho tem relação com a redução do tempo de amamentação. As mulheres que estavam em licença maternidade amamentavam mais que as outras. A ampliação desse benefício para seis meses pode incentivar a extensão do tempo da AME. A expectativa é que daqui a alguns anos apareça o efeito dessa medida.
A médica pediatra e coordenadora do Programa de Aleitamento Materno da Secretaria de Saúde de Curitiba, Claudete Closs, disse que a amamentação na primeira hora de vida protege a criança contra todas as doenças que a mãe teve. ''Cada vez que a criança mama é como se recebesse uma vacina de anticorpos'', disse. Segundo ela, o leite protege principalmente de doenças respiratórias e digestivas. Ela destacou que a amamentação deve ocorrer pelo menos até o sexto mês de vida do bebê, mas é recomendável até os dois anos de vida para dar uma proteção maior.
A estudante Flávia Mayer Salarini, 29 anos, alimenta a filha Luiza de cinco meses exclusivamente com leite materno. ''Eu me preocupo com a saúde da minha filha e com os anticorpos que ela adquire'', disse. A auxiliar administrativa Adriana Nader, 36 anos, conta que o filho ficou em coma por dois meses por conta de cirurgias cardíaca e pulmonar. Ela teve leite materno até os 21 dias de vida da criança e depois precisou recorrer ao Banco de Leite por mais dois meses. ''O leite traz imunidade'', disse. Hoje, o filho de Adriana tem oito meses. (A.B.)

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