O gosto popular
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de agosto de 2002
Mauricio Della Barba 
Toda cidade conta com seu roteiro gastronômico popular. Aqueles estabelecimentos simples, que raramente conseguem aparecer em jornais ou programas de TV, mas que vivem cheios de clientes e têm sua fama divulgada basicamente no boca-a-boca.
Em Londrina, há alguns botecos especiais, que sobrevivem mesmo com a ''tecnologia'' dos hamburgueres e do ''come-paga-vai-embora'' dos inúmeros self-services. Trazem sempre alguma especialidade o carro chefe do ponto e preços convidativos. Alguns são feios, mal cuidados e até sem uma certa higiene, mas agradam assim mesmo. Infelizmente não há como citar todos, mas pode-se lembrar de alguns.
É o caso da vitamina do Pedro, um japonês das antigas que recebia os primeiros comerciantes da cidade, em uma venda na Rua Quintino Bocaiúva, de frente para a Praça XV de Novembro e que agora está adiante, na mesma rua, próximo ao Muffatão. Na linha da vitamina e pastel, há aquela porta famosa da Sergipe, que às vezes recebe o governador do Estado e outras personalidades. Outras barracas do gênero, como aquelas em volta da Catedral, também contam com a aprovação de muitos consumidores. Para se tomar um bom suco, a quitanda da Rodoviária é uma das melhores opções da cidade.
As coxinhas, bolinhos e pastéis são outros quitutes muito assediados popularmente. Há os bolinhos de queijo do Baiano, no alto Higienópolis, e a do Bar Lorena, na Quintino, e os de carne do Utopia, em frente ao Coreto no calçadão. As coxinhas da lanchonete da Rodoviária também fazem sucesso, assim como as da Holandesa, na Higienópolis. Os pastéis da feira, seja no centro, nos cinco conjuntos, ou da Feira da Lua, e os do Mercadão do Shangri-lá são os mais procurados.
E os espetinhos então? Viraram moda na maioria dos bares e geram uma atração à parte. Um dos mais famosos é do bar do Xude, na Rua Pernambuco, próximo ao Musamar. Pequeno, escondido atrás de uma árvore, é famoso pelo gosto particular do molho de tomate e shoyu que tempera os espetos de carne, frango e coração. Tem também os do Tio Mário, agora na Casa dos Jornalistas, os da venda do Toguti, próximo ao Colégio Champagnat, e o da Vaca Viúva, na Pernambuco.
Na parte de peixe, o mais famoso ponto é o Madalena, na Belo Horizonte. Além do sashimi, há petiscos variados e saborosos como filézinhos de tilápia ou as costelas de corvina. Lá também há o frango frito coberto (e como!) com alho poró. Outro das antigas e na mesma linha, é o Mocidade, na Vila Nova, abaixo da 17 Regional de Saúde.
Entre os lanches diferenciados, existe o de maminha no vinho, vendido pelo Bira, em um ônibus especial estacionado de frente para a entrada do Moringão. Próximo dali existe também um dos cachorros-quente mais famosos da cidade, do Arnaldo, que disputa a preferência com o Rob's, na Higienópolis. Existem ainda a saborosa sopa de milho, da Pamonharia, no começo da Souza Naves, e a picanha com arroz e feijão do Dá Licença, do Calçadão, e a galinhada do Toninho, perto da Prefeitura.


