É a partir do chamado KM 12 que a viagem pela história de Cambé (Norte) começa. O ponto (que fica a 12 km da linha do trem) era um dos limites do Patrimônio de Nova Dantzig e foi estabelecido na década de 1930 pela Companhia de Terras Norte do Paraná.
O local é o primeiro de um total de 13, que são visitados pelos alunos de 3ª série das escolas municipais, através do projeto ''Viagem histórica pelos caminhos de Cambé''. Depois de aprender a teoria em sala de aula as crianças ''vão a campo'' e descobrem como a história do município pode ser interessante. Passam por locais como o Parque Zezão, o Centro Cultural e a Igreja Matriz, onde se localiza o Marco Zero. ''Achei muito legal'', resumiu Lucas Tomaz Ribeiro, de 9 anos. ''Gostei bastante porque a professora explica na sala, mas é melhor ver de perto'', disse Aline Pereira, de 8. Ambos são alunos da Escola Municipal Rural Ana Zichack Mazei.
Durante o trajeto o professor relembra os fatos marcantes e os personagens que mudaram o rumo da história da cidade. ''Eles destacam a importância de cada ponto e também contam curiosidades sobre esses lugares'', ressalta Juliana Salles, coordenadora do projeto.
Segundo Juliana, além de aprofundar os conhecimentos dos estudantes, o projeto é importante porque contribui para eles se identificarem mais com a cidade. ''Muitas crianças acabam se identificando pouco com o município, principalmente aquelas que estão na periferia que às vezes tem como referência mais Londrina do que Cambé. Com a viagem eles passam a se interessar mais pelo município, reconhecendo seu patrimônio, não apenas o histórico, mas cultural também''.
Em alguns casos os alunos têm a oportunidade de encontrar locais que até então desconheciam. Foi assim com Aline, que viu pela primeira vez o Parque Zezão. ''Vou querer ir outras vezes lá'', declarou a menina.
Para colocar o projeto em prática a Secretaria Municipal de Educação primeiro teve que aprimorar o conhecimento dos professores, já que, segundo Juliana, muitos deles também não conheciam bem todos os pontos. Sem contar aqueles que são de Londrina. ''Nós temos um programa de formação continuada no município para treinar os docentes das 23 escolas. Eles receberam um material teórico e assim como as crianças fizeram a viagem para conhecer melhor os pontos e suas histórias e curiosidades''.
O projeto entrou em prática em junho deste ano. Depois das visitas os alunos precisam realizar um trabalho para expor o que aprenderam. ''No fim do ano devemos fazer uma exposição com esses trabalhos'', conclui Juliana.

O futuro conhece o seu passado
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