Imagine você, sentado no sofá de sua casa, no fim de um dia estressante, relaxando com o som de água correndo e observando os movimentos de peixes e plantas, como se fosse o fundo de um rio. O verde das plantas, o colorido dos peixes, troncos de árvores submersos, as bolhas de oxigênio ou gás carbônico estourando na superfície. As pedras cobertas por plantas rasteiras, de diferentes formatos.
Para os apaixonados, trabalho com a limpeza, troca de água, poda de plantas, alimentação e outros serviços de manutenção se torna fácil pelo resultado que se pode chegar. É o que pensa Américo Guazzeli, campeão paranaense em 2007 e brasileiro, em 2008, em aquarismo plantado.
Guazzeli começou a cultivar aquários há seis anos e hoje presta assessoria para quem está começando. ''No começo visava a criação de peixes. Quando conheci os aquários plantados, mudei o foco. Representam a natureza como ela é, no fundo dos rios. É bonito demais.''
A variedade de aquários é grande. Os mais simples são os feitos para acomodar os peixes betas, originários da Tailândia, de uma tribo de índios chamada Bettah. Eles não precisam de bombas de oxigênio pois conseguem retirar oxigênio da atmosfera. É o ideal para quem quer começar a prática.
Um pouco mais avançado é o aquário oxigenado. Ele conta com uma bomba que oxigena a água e uma série de peixes podem ser cultivados. Nele é possível a reprodução de espécies. Um outro tipo é o aquário marinho, com água salgada artificialmente e um ambiente que reproduz o fundo do mar, com peixes e moluscos. Essa opção exige um cuidado maior com a temperatura da água.
''Talvez o mais complicado, mas com um resultado visual mais expressivo, é o aquário plantado'', opina Rony Suzuki, aquarista há mais de 30 anos. Premiado em vários concursos mundiais, como o da Empresa ADA, de Takashi Amano, Japão, ícone mundial em paisagismo de aquários. Suzuki é londrinense e trabalha com a venda de plantas aquáticas, além de montagem e manutenção.
''Quando comecei, com 10 anos de idade, só matava peixe. Montava um aquário e achava que sabia fazer, mas um por um os peixes morriam. Como é difícil achar literatura boa sobre o tema, penei para aprender'', relata Suzuki. Em 2008, ele lançou um livro ''Aquapaisagismo - introdução ao aquário plantado'', em parceria com o também londrinense Maurício Xavier Almeida.
Outro serviço de informação, que pode ser adquirido em lojas especializadas no ramo, é a revista londrinense Aqualon, que mensalmente reúne textos e fotos das experiências de aquaristas paranaenses. Suzuki é um dos fundadores e organizadores da revista. ''Em cada edição procuramos trazer respostas e propostas para o leitor. Sempre recebemos as sugestões e reflexões sobre os temas que abordamos.''
Encontro
Encontro Paranaense de Aquapaisagismo será realizado no dia 24 de julho, no Cantinho da Samambaia (Rua São Caetano do Sul, 161 - Jd. Champagnat). Lá os interessados poderão participar de bate-papo e encontro de lojistas e consumidores. Haverá também palestra. Outras informações no (43) 3327-3273.

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