Ventania - A Cooperativa de Cinema e Mídias Digitais já contribuiu para que chegassem ao circuito comercial os longas metragens ''Os Xeretas'' e ''Sons Tropicais''. Além disso, o cineasta Homero Camargo está co-produzindo ''Impérios'', de Joel Barcellos, e produzindo ''A Frente Fria que a Chuva Traz'', um texto de Mário Bortolotto, roteiro e direção de Neville Dalmeida. Sua meta singular, porém, tem caráter geográfico: as paisagens e culturas regionais paranaenses. Para isso, Camargo e Silvana Fontana estão a postos em Ventania, pequena cidade a Nordeste, onde se percebe a transição norte-sul. O endereço da empresa é a Fazenda Curucaca, ''toda orgânica'', propriedade de Camargo.
Dali, a pavimentação da BR-153 (Transbrasiliana) avança para atingir a Rodovia do Café em Alto do Amparo, a 82,4 quilômetros. Ventania deixará de ser apenas ''uma esquina do vento''. Vai se transformar ''numa importante esquina do Norte do Paraná e dos Campos Gerais'', prevê Homero. A rodovia dará maior visibilidade à região. A região é cenário dos documentários ''O Brasil de Saint-Hilaire - Campos Gerais do Paraná'' e ''Tropeiros: Alma sem Fronteira'', feitos em 2003 e 2004, acreditando Camargo que a produção cultural e o turismo vão crescer, gerando mais emprego e renda.
Valendo-se da Lei de Incentivos à Cultura e do patrocínio de estatais, secretarias de Estado e outros interessados, Camargo anuncia que dobrará a ''esquina'' em sentido oposto e chegará ao Norte do Paraná, documentando a colonização e a saga de Celso Garcia Cid para introduzir o gado nelore.
A tarefa estará cumprida quando uma caixa de DVDs contendo a história do Paraná chegar às bancas e livrarias, segundo o cineasta, formado em Comunicação pela Universidade Nacional de Brasília (UnB), ex-chefe de reportagem do Jornal da Manchete e ex-diretor de Rádio e TV da agência Umuarama Comunicação & Marketing. Seu nome todo é Carlos Homero Gonçalves Camargo Ribas, natural de Curitiba e neto do tropeiro Argemiro Camargo Ribas, que comprou, em 1906, a Fazenda Fortaleza.
Marco da chegada do coronel José Félix da Silva à região, em 1790, Fortaleza deu origem a Tibagi, sede de um dos maiores municípios paranaenses do qual se desmembraria o de Ventania.
''Desde menino que penso nisso. Fiquei 30 anos fora, andei por tudo'', diz Camargo, sobre a busca de experiência, começando pela fotografia, para se iniciar no cinema de longa metragem e ampliar a indústria do audiovisual. Tornou-se 'expert' em produção associada e captação de patrocínios, indispensáveis aos realizadores brasileiros na atualidade. A visão regional o tem motivado no período mais recente de 10 anos.
Consultor do projeto ''Velho Cinema Novo'' (Secretaria Estadual da Cultura), Camargo é também um dos realizadores do ''Centro de Excelência em Educação e Produção Audiovisual'', envolvendo estudantes de Tibagi e que teve a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior entre os patrocinadores. Coordenou a produção de ''Sonhos Tropicais'', dirigido por André Sturm, e co-produziu ''Os Xeretas'', de Michael Ruman, filmados no Paraná. Entre outros de longa metragem, está associado à produção de ''Navalha na Carne'' (1997) e ''Olhos Verdes de Vampa'' (1999).
''Impérios'', dirigido por Joel Barcellos, expõe uma história de amor que se passa em Brasília, Roma e Pequim, com o desfecho em Hong-Kong. Trata-se de co-produção entre Brasil, China e Itália, figurando a Cooperativa de Cinema e Mídias Digitais entre os participantes.

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