Assim como os outros artistas, Carlos Solé da Costa Branco, de 45 anos, veio a Londrina para se profissionalizar em Didática e Pedagogia em Técnica Circense. Nascido em Ribeirão Preto (SP), aprendeu a fazer malabarismos há 15 anos. Percorreu cidades brasileiras e foi até a Europa, onde definitivamente optou por seguir o universo do circo. "Vim há quatro anos para cá porque o curso profissionalizante é gratuito. A Escola de Circo de Londrina é muito bem conceituada", conta ele, que se apresenta aos finais de semana no semáforo da Rua Professor João Cândido com a J.K.
Ele acredita que a arte no semáforo é uma adequação aos tempos modernos, como se fosse um "pocket show". "Além da necessidade do artista, essa prática é um espetáculo para todos. É o universo da rua, onde temos que conquistar o público, que está cada vez mais carente de alegria, pois vive na correria. Tem gente que odeia, que ama, que é a favor ou contra, mas geralmente eu vejo muita alegria nos olhos dos motoristas", diz.
Para se apresentar com facas, Carlos treina constantemente o que aprendeu sozinho e garante que ganha bem. "Acho que o fato de eu me caracterizar já faz diferença."
E é entre uma parada e outra que esses profissionais preenchem o trajeto de alguns londrinenses com um pouco mais de arte, nem que seja por alguns minutos. Olha quem quer, mas é inegável que a espera pelo sinal verde tem uma descontração garantida. E, como já disse o cantor Jorge Ben Jor, "o circo é alegria de viver, o circo é alegria que você precisa conhecer". (M.O.)

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