Quem gosta de música eletrônica não tem do que reclamar. Com seu metabolismo noturno acelerado, Londrina dispõe de lugares que investem em atrações. A Mansão Palhano e o Clube 2800 são alguns deles. Os londrinenses estão começando a dançar sob o comando de DJ's famosos no cenário nacional e internacional. Não é raro, a cada semana, as boates receberem estrelas que chegam a cobrar R$ 30 mil por não mais que duas horas de apresentação. A imensa maioria do público que consome música eletrônica é jovem e, como no sertanejo, são fiéis e exigentes, acompanham a cena, estão ligados às últimas novidades, vivem fincados na moda e não hesitam em gastar.
Já faz algum tempo que a bancária Samanta Teles deixou-se dominar por esse som. A presença em festas desse estilo é constante em seus finais de semana. ''A música eletrônica é contagiante, é um som envolvente que agrada a todos, não tem como ficar parado. Minha animação, sem dúvida, é outra quando saio para ir a uma festa eletrônica. Se acontece de ir em algum lugar que o som seja sertanejo, por exemplo, não fico tão à vontade e não aproveito da mesma maneira'', revela a moça.
Idêntica opinião tem Lucas Nonino. O jovem adora as batidas e a sensação que a música eletrônica proporciona que, segundo ele, é de alegria e animação. ''Gosto muito do house e músicas cantadas. Costumo ir quase todo final de semana a festas com som eletrônico. Quanto ao som sertanejo, não tenho preconceito nenhum, ele apenas não me atrai''.
A música eletrônica vive um processo de expansão como nunca visto antes. Os tops DJ's têm altíssimos cachês e mordomias de luxo. Um exemplo é David Guetta, que aterrissa no Brasil em novembro. O francês cobra o equivalente a US$ 200 mil, exige dois jatinhos, um para ele e um para sua equipe de 8 pessoas, e suíte de luxo. No time dos grandes também constam nomes como o holandês Tiesto e o alemão Paul Van Dyck, que engordam suas contas bancárias em US$ 100 mil dólares a cada apresentação. Já no âmbito nacional, os Dj's brasileiros têm cachês mais modestos, porém altos para o padrão salarial do País. Gui Boratto, respeitado e conhecido em todo mundo, não toca por menos de R$ 16 mil. O projeto Life is a Loop, com os renomados Fabrício Peçanha, Leozinho e Paciornik, se apresenta cobrando R$ 50 mil.(E.S.)

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