O drama de quem depende das consultas
Para quem depende de especialidades médicas que não foram contempladas pela Policlínica Municipal, a espera não tem dia para acabar. É o caso da dona de casa Patrícia Miranda Silva, 23 anos, moradora do Conjunto Violin (Zona Norte de Londrina). A enxurrada de problemas de saúde em sua família, sustentada com o salário de motorista do marido, é inversamente proporcional ao seu poder econômico. No caso de Patrícia, o atendimento público é crucial.
Os três filhos de Patrícia enfrentam doenças. Apenas o caçula, Rodrigo, de 4 meses, que tem a saúde debilitada desde o nascimento, dispõe de consultas particulares, por conta da boa vontade de uma médica. A filha mais velha da dona de casa, Taiane, 5 anos, já aguarda há dois anos e meio por uma cirurgia com um otorrinolaringologista. ''A médica do SUS disse para só retornar depois que ela fizesse a cirurgia. Por isso, nesse tempo todo não teve nem operação nem consulta'', aponta a mãe.
Patrícia também está preocupada com a filha Nicole, de 2 anos. Ela teme que a longa espera por uma consulta com um fonoaudiólogo ameace o desenvolvimento da criança.





