AVENTURA O despertar do mamute de 20 mil anos Pesquisadores começam a examinar mamute siberiano em abril. Canal Discovery Channel mostra aventura de seu descobrimento no domingo que vem ReproduçãoO mamute JarkovO pesquisador francês Bernard Buigues admira as presas do mamute Jarkov ainda no local das escavações, na imensidão siberiana. No detalhe, a equipe observa enquanto os restos do mamute são erguidos para sua viagem até KhatangaReproduçãoO helicóptero parte levando o bloco de 21 toneladas métricasReproduçãoBernard Buigues com o mamute na chegada a Khatanga Agência Estado De São Paulo e Redação Em outubro de 1999, entrou para a história e as manchetes do mundo todo, a notícia de que os restos de um mamute peludo de 20.380 anos de idade foi escavado na Sibéria, Rússia. Localizado abaixo de 4,57 metros do solo permanentemente congelado e duro como concreto, o exemplar ainda envolto em gelo, foi retirado e transportado por helicóptero, voando cerca de 322 quilômetros até a cidade de Khatanga, onde foi colocado numa caverna congelada para estudos. O corpo do animal só permaneceu intacto graças às temperaturas extremamente baixas da região. A expedição, parcialmente financiada pelo canal de TV Discovery Channel, foi liderada pelo explorador francês Bernard Buigues. O Discovery Channel preparou um programa especial para o próximo domingo, dia 12, quando exibirá o achado em transmissão simultânea a 146 países e em 23 idiomas. Inicialmente, o mamute foi encontrando por um grupo nômade – os Dolgans – de criadores de renas de uma tribo indígena. O fato das presas estarem expostas facilitou a detecção do bicho. As escavações começaram em abril de 1998, época em que parte da cabeça do mamute começava a se deteriorar pela exposição ao tempo. Para que o resto do corpo do animal não sofresse danos durante as escavações, os especialistas preferiram retirá-lo do solo ainda dentro de um grande bloco de gelo. O próximo passo da equipe, integrada por cientistas de diversos países, será dado em abril. ‘‘Os cientistas utilizarão secadores de cabelo para derreter o bloco, milímetro por milímetro, para que possam examinar a criatura na condição mais próxima possível de como estava quando morreu. Depois disso, especialistas de todas as partes do mundo poderão ir até Khatanga para trabalhar com os restos, para que a comunidade científica e o mundo possam aprender mais sobre o mamute – como ele viveu e os motivos de sua morte’’, observa Buigues. SERVIÇO: ‘‘Desenterrando o Mamute’’ - Estréia no canal de TV a cabo Discovery Channel no dia 12 de março às 20 Horas.