A preocupação com a carreira, somada ao temor de não mais poder contar com a ajuda da mãe, fez com que a bancária Jaqueline Gomes Corradi e o transportador de valores Damião Corradi optassem por ter um filho. Hoje o garoto está com 17 anos e o casal já começa a rever sua decisão. ''Recentemente começamos a cogitar a adoção de uma criança, mas ainda não deu certo'', conta Jaqueline.
Ela revela que, mesmo com apenas um filho, não conseguiu evitar de ser uma mãe ausente. ''Sempre precisei me dedicar muito à carreira para não ficar para trás.'' Um cuidado do casal, segundo a bancária, foi não mimar muito o filho, João Victor. Ela reconhece, porém, que o jovem é imaturo, muda constantemente de opinião. ''Isto talvez seja reflexo da falta de convivência com irmãos.''
Jaqueline e Damião contam que tiveram uma vida limitada, por isso queriam dar ao filho tudo o que não puderam ter. Esta também foi a intenção da secretária aposentada Tânia Camargo Lourenço e do empresário aposentado Lourival Lourenço. Como ela sempre trabalhou o dia todo fora, achou que não seria certo delegar à sua mãe os cuidados com Samuel, hoje com 23 anos, e com outros filhos que porventura viessem. ''A responsabilidade de ter um filho é muito grande'', diz. Ela reconhece, porém, que se por um lado é mais fácil suprir as necessidades quando se tem só um filho, por outro há o perigo de sufocá-lo, pois tudo é depositado em apenas uma pessoa.
A saída, declara o casal, foi buscar o equilíbrio. ''Não damos luxo, mas tudo o que fazemos para ele é com muito carinho. Tentamos sempre o meio termo, entre superprotegê-lo e deixá-lo fazer tudo o que quer'', afirma Tânia. Para ela, poder deixar que Samuel se dedique exclusivamente aos estudos é um dos pontos que compensam o fato de ele não ter irmãos. ''Até hoje ele não precisou trabalhar'', orgulha-se. (S. L.)

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