O desafio de criar cinco filhos, com diferenças de idade que chegam a até 30 anos, e conseguir que todos vivam em harmonia, será mais uma vez comemorado hoje na residência do professor e ex-bancário Joaquim Braga. Aos 55 anos, ele viveu diferentes experiências como pai. Sua primogênita nasceu quando ele ainda estreava na vida adulta e não tinha idéia da responsabilidade de colocar uma criança no mundo. A caçula chegou há cinco anos, quando Braga completava meio século de vivência.
Momentos diferentes, formas diversas de educar os filhos. ''Quando a Cristiane (hoje com 35 anos) nasceu, eu nem pensava em filhos, não tinha estrutura emocional para isso. Depois do nascimento da segunda filha (Patrícia, de 31 anos) veio a separação. Anos mais tarde, quando me casei novamente, veio a Luiza (15 anos). Estava com 40 anos, tinha amadurecido e curti muito a gravidez. Até música ela ganhou enquanto estava na barriga da mãe. Já com os dois menores (Guilherme, de 7 anos, e Lígia, de 5 anos), não sinto a necessidade de ser tão severo, embora, como educador, saiba a importância de dar limites à criança'', relata o professor.
A convivência saudável entre os filhos, afirma Braga, tem muito a ver com a relação mantida com a ex-mulher. ''Nossa família sempre se manteve unida, os caçulas dormem na casa da minha ex-esposa e a chamam de tia.'' Já a boa relação entre pai e filhos certamente tem a ver com uma preocupação do ex-bancário. ''Sempre evitei ser um pai ausente, porque sei dos problemas que isto pode trazer para os filhos. Tenho tentado resolver nossos problemas sempre com muito diálogo.''
O professor, que leciona inglês na rede pública, junto a turmas de jovens e adultos, confessa que se sente meio ''pai-avô'' de Guilherme e Lígia, e diz que sua maior dificuldade hoje em dia é ter pique para acompanhar o ritmo dos filhos. ''A gente já não tem a mesma energia de antes, e eles nos requisitam o tempo todo'', observa.
Por isso dá um recado a homens e mulheres que pensam em ter filhos: ''A melhor idade para ser pai ou mãe é por volta dos 30 anos, quando por um lado temos mais discernimento e estrutura emocional e, por outro, mais disposição física. Mas me sinto um privilegiado. Meus filhos não me dão grandes problemas.''

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