'O custo para manter empresa dentro da legalidade é alto'
Thadeu Castello Branco e Silva, superintendente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal do Estado do Paraná (Rodopar), disse que
o resultado de contratar os serviços de piratas é uma viagem sem segurança. Já quem toma essa condução corre o risco de topar pela frente com motoristas sem treinamento, muitas vezes expostos a viajar longos trechos sem parada ou descanso.
Silva chega a sugerir que muitos desses motoristas não têm nem habilitação adequada conforme as regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro. ''O custo para manter um empresa dentro da legalidade é alto. Muitas empresas, em vez de se registrarem, vão para ilegalidade. Não têm registro, não pagam impostos ou o Seguro de Responsabilidade Civil'', diz Silva. ''Além de perigosas para os passageiros, estes ônibus acabam oferecendo riscos para outros veículos'', alerta ele.
Fora os impostos comuns a todos os veículos, ônibus e vans têm de pagar o chamado Seguro de Responsabilidade Civil. O seguro é responsável por, em caso de acidentes, indenizar possíveis vítimas.
Sérgio Bonatto, do DER, diz que o passageiro que contrata serviços de uma empresa ilegal não tem garantia nenhuma - nem de um transporte confortável e confiável, nem de receber alguma indenização ou seguro em caso de acidentes. ''O custo benefício de pagar mais barato por esse serviço não compensa'', avalia.
O superintendente do Rodopar afirma que o prejuízo não fica apenas para quem contrata os serviços. ''Com a clandestinidade, o sistema regular perde passageiros. Assim, menos gente é transportada. O preço da tarifa acaba subindo. É uma equação simples'', analisa.
Silva diz que a partir de 1994 houve uma queda de 35% no número de passageiros nas linhas regulares. ''Muito disso se deve à clandestinidade'', afirma. (T.A.)





