"A amizade com Deus fez de madre Leônia Milito uma mulher fecunda na humildade e simplicidade, movida não só pelo amor aos irmãos, mas também pela missão de ser uma mensageira da alegria e da paz". É com esta devoção que a irmã Terezinha Almeida, postuladora da causa de beatificação de madre Leônia, a descreve durante uma entrevista sobre os 100 anos de nascimento da missionária e o processo de beatificação.
No ano em que a Igreja Católica celebra o "Ano da Fé", também se comemora o centenário de nascimento da missionária e evidencia os passos da beatificação, iniciada em março de 1998. Irmã Terezinha explica que o processo já está encaminhado em Roma e acredita que os últimos acontecimentos envolvendo a Igreja podem ser sinais de que falta muito pouco para o reconhecimento.
Porém, antes de entrar em detalhes, a irmã faz questão de apresentar quem foi madre Leônia Milito.
Nascida em uma pequena cidade na Itália, em 23 de junho de 1913, madre Leônia entrou na ação católica ainda adolescente, assumindo o projeto de ser uma cristã exemplar, movida pelo desejo de ser solidária. Entrou para a Congregação Franciscana e em 1954, foi enviada como missionária ao Brasil, se instalando no município de Matão, interior de São Paulo.
Três anos depois, mudou-se para Londrina, acolhida pelo arcebispo de Londrina, dom Geraldo Fernandes, e fundou a congregação Missionárias de Santo Antônio Maria Claret, também chamadas Missionárias Claretianas. Madre Leônia residia na Vila Vicentina (zona Sul) e iniciou sua missão visitando famílias, preparando as crianças para as missas e, aos poucos, foi dando vida à atual Paróquia São Vicente de Paulo, ao Centro de Educação Infantil e ao asilo, implantados no mesmo local.
"A pessoa humana é capaz de entrar em contato com Deus e Leônia percebeu e perseguiu esse caminho. Seu amor é sem fronteiras e hoje abrange 17 países em cinco continentes, pois sua missão continua sendo realizada pelas irmãs claretianas", comenta.
Em 22 de julho de 1980, Madre Leônia faleceu em um acidente de carro a caminho de Cambé. "Ela foi a única que morreu entre cinco irmãs que estavam no veículo. Logo após o acidente, choveu muito na cidade e, como todo missionário, morreu a caminho de uma missão. Na verdade, nós não a perdemos e sim ganhamos uma pessoa no céu. Uma santa", diz. Desde então, o túmulo de Madre Leônia e a Casa da Memória, que se encontram no Santuário, atraem milhares de peregrinos. Por ano, são mais de dois mil visitantes.
Para celebrar o centenário de seu nascimento, a Arquidiocese de Londrina convida toda a comunidade a participar das celebrações. Nesta semana, nos decanatos de cidades vizinhas, assim como no Santuário Eucarístico-Mariano de Londrina, foi realizado o Tríduo Preparatório.
A partir de hoje serão celebradas missas na Paróquia São Vicente de Paulo, às 19 horas. No domingo também haverá missa às 10h30. No Santuário, a celebração está marcada para as 17 horas. O destaque da programação fica por conta da Semana de Estudos sobre a vida de Madre Leônia Milito, que será realizada entre os dias 2 e 5 de julho, às 19h30, aberta para a comunidade.

Serviço:
Mais informações pelo fone: (43) 3339-0808 ou 3337-7175. o Santuário Eucarístico-Mariano e a Paróquia São Vicente de Paulo ficam na Av. Madre Leônia Milito, 575.

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