O consumidor deve ter cuidado na hora de comprar um telefone sem fio
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de abril de 1997
Simone Mattos 
Da Sucursal
Albari RosaElaine Sartori, psicóloga em Curitiba: conta foi nove vezes mais cara em marçoNa hora de comprar o aparelho de telefone sem fio, o usuário pode estar comprando junto um problema. Os equipamentos trazidos do exterior não contam com a garantia de homologação da Telebrás e podem resultar em cobranças irregulares, ou seja, o usuário pode acabar pagando ligações feitas no telefone sem fio do vizinho.
A psicóloga curitibana Elaine Sartori, moradora no bairro Cristo Rei, foi uma das vítimas do problema, provocado por interferências nos aparelhos sem fio. Ao receber a conta de março, Elaine descobriu que o número de pulsos tinha se multiplicado por nove, sem nenhuma razão aparente.
A empresa não tem como reembolsar estes valores, avisou o gerente do departamento comercial da Telepar, Carlos César Spillere. Aconselho que o usuário que está passando por isto troque imediatamente seu aparelho, alerta ele.
Spillere explicou que os aparelhos de má qualidade, geralmente adquiridos no Paraguai e por preços abaixo do mercado brasileiro, apresentam repetição nas faixas de frequência.
O fabricante tem um custo menor quando produz uma grande escala de equipamentos, o que gera coincidência na sintonia, permitindo a confusão das linhas na hora da cobrança. O problema, segundo explicou o técnico, ocorre em ligações locais, interurbanas e internacionais feitas com aparelho sem fio.
A Telepar explica que um telefone (sem fio) sintonizado na mesma faixa de frequência de outro poderá realizar chamadas que serão debitadas para o segundo, bastando para isto que o telefone interferente esteja próximo o suficiente para acessar a central do segundo aparelho.
Mesmo com este problema, a Telepar garante que a empresa apresenta um dos menores índices nacionais de reclamações. O número de pedidos de revisão nas contas em função de reclamações por excesso de impulsos é de 0,05%, ou cinco reclamações para cada dez mil contas, segundo os dados da empresa.
A média geral de reclamações na empresa paranaense é de 0,3% - três a cada mil contas. A meta estabelecida pela Telebrás para as empresas operadoras, obedecendo a padrões internacionais, é de 0,6%.
Spillere diz que quando a empresa recebe uma reclamação de cliente e este não aceita as explicações fornecidas pelo atendente, a Telepar reembolsa o valor, desde que admita a procedência da reclamação.


