'O cenário é preocupante', afirma pesquisador
Um estudo realizado com adolescentes de escolas particulares de Londrina mostra que 27% estão com excesso de peso e 12% têm pressão arterial elevada. A pesquisa foi realizada pelo professor de Educação Física da Unopar, Juliano Casonato, que disse estar preocupado como o resultado, visto que a pressão arterial elevada é um problema silencioso, assintomático e muito perigoso.
Os dados foram coletados em 2010, com alunos de 5 a 8 séries, de idades entre 10 e 15 anos. A pesquisa apontou também que quando mãe apresenta sobrepeso, a criança tem 3,8 vezes mais chance de também ter excesso de peso na adolescência. Se ambos os pais tiverem problemas com o peso, o filho terá 6 vezes mais chance de ser um adolescente com excesso de peso. ''Não tem como essas crianças viverem num ambiente propenso à obesidade sem serem influenciadas'', disse Casonato.
''O cenário é preocupante. A prevalência de obesidade infantil vem aumentando de tal forma no Brasil que estamos seguindo o caminho dos EUA, o país mais obeso do mundo'', lamenta o pesquisador.
Ele salienta que antigamente as doenças que mais causavam mortes eram as infecto-contagiosas; hoje, são as crônico-degenerativas. Isso acontece basicamente porque atualmente somos muito econômicos do ponto de vista de consumo energético. ''O excedente positivo da relação entre a demanda e o consumo energético é estocado no organismo na forma de gordura. Essa gordura excessiva causa problemas metabólicos, que desencadeiam o surgimento de doenças, que podem ser fatais'', explica.
Ele finaliza que uma boa nutrição e a prática de atividades físicas são fundamentais para a manutenção e que a responsabilidade maior nisso é dos pais e não da escola. (F.C.)





