Londrina - É na Rua João da Silva Godói que foram entregues as primeiras casas do Conjunto Habitacional Ernani Moura Lima (zona leste), em 1981. A aposentada Maria Tereza dos Santos Ferreira, de 66 anos, estava lá, na casa de número 366. Ela nem desconfiava que o nome do bairro é de um advogado cearense que ocupou altos cargos do extinto BNH. Trinta e três anos depois, as mudanças na região foram poucas, segundo a moradora. "Não mudou muita coisa, não. Tinham poucas casas, mas já era tudo asfaltado. A gente ia pegar água ali na bica", aponta ela para o degradado fundo de vale onde passa o córrego Barreiras.
Do lado de lá do vale, os bairros que se formaram ao redor da Avenida Robert Koch eram uma grande plantação de algodão. Criada nas roças do interior de Sergipe, Maria Tereza conta que trabalhou algum tempo na colheita daqueles algodões. Na época em que ela e o marido haviam sido aprovados no cadastro da Cohab, havia duas opções para o casal: morar nos Cinco Conjuntos que se formavam na zona norte ou ir para o Ernani, na zona leste. "Viemos pra cá porque era mais perto do HU (Hospital Universitário)", conta Maria Tereza, viúva desde o ano passado. Dos três filhos, o caçula, que tem a idade do conjunto, mora com a mãe até hoje. (D.P.)

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